quinta-feira, 4 de novembro de 2010

........................ eu não sei por onde começar. talvez, não tenha exatamente um começo. talvez seja uma continuação que eu acredito que seja um começo. mas enfim, eu não sei. não sei de nada. não sei sobre sentimentos, não sei sobre as pessoas, não sei sobre símbolos, não sei sobre sorrisos, eu não sei sobre mim, coisa que antigamente estando ao seu lado, eu parecia saber.

sei que me disseram que seria difícil no início e também que passaria. talvez ainda seja recente e por isso ainda dói tanto, mas, para mim, parecem séculos e sinto que não passou nada. na verdade, tenho tentado de tudo para não lembrar de você. eu conheci pessoas novas, fui a lugares que não frequentava, e até mesmo voltei a beber, coisa que ao seu lado, parecia uma futilidade.

e então, senti sua falta. e tem sido assim a um tempo, porque eu sinto. falta até demais. não sei porque sinto essa falta, e nem porque ela aparece, mas eu sinto. eu não poderia, não deveria sentir, mas sinto. e isso me dói. dói tanto que me dá vontade de gritar. porém, gritar não basta. e então, decido sair. mas, sair ultimamente me faz lembrar do vazio ao olhar do meu lado e não lhe encontrar. tudo bem, eu realmente quase nunca saia com você, mas, mesmo assim, sinto sua falta. já não consigo sentar na sala para ver filmes como antigamente. e não consigo ficar conversando com um garoto por muito tempo sem pensar no que você pensaria se estivesse perto. ir almoçar no mc me parece vago, mesmo que eu esteja em volta de uma das minhas melhores amigas.

........................ mais uma vez, fiquei sem o que escrever, sem o que pensar. e tem sido assim, desde que você foi embora. quando acho que tudo está melhorando, na verdade, está piorando. ou então, sou eu quem estou enxergando errado. eu não sei. como disse, não sei de nada... eu não sei de nada... e acho que é melhor ficar assim, sem saber de nada, sem nada.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010


sabe esse coração que desenhei no embaçado do espelho? pois é, vou apagar ele e também o verdadeiro que se encontra em meu peito e que tem você.


um beijo pra você, que me ensinou que preciso aprender a ser feliz sem alguém como você.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

deixe-me ser esse quem a chama de amor toda a hora. certamente você pode ter algum conforto, sabendo que você é minha; apenas me abrace forte, deite-se ao meu lado, deixe-me ser esse quem a chama de amor toda a hora. eu achei meu lugar no mundo; podia olhar fixamente em seu rosto para o resto de meu dias. agora eu posso respirar, me vire do avesso e me sufoque; quente e vivo eu estou todo sobre você. você me sufocaria? deixe-me ser esse que nunca deixa você sozinha; eu mantenho minha respiração e perco a sensação que estou sozinho. me abrace forte, fique do meu lado e deixe-me ser esse quem a chama de amor toda a hora. quando eu estou sozinho o tempo passa tão lentamente; eu preciso de você aqui comigo. e como meus erros fizeram seu coração quebrar? eu ainda preciso de você aqui comigo... e amor, eu estou aqui.


the used, smother me. e é, o fim.

sábado, 9 de outubro de 2010

amizade

você é aquela pessoa calma, que tenta ver o lado bom de todas as coisas e que tenta dar um jeito para tudo. eu sou aquela pessoa estressada, que quer mandar tudo a merda e não quero outra solução a não ser a que eu mesma encontrei. você é aquela pessoa que escuta. eu sou aquela que fala mais que a boca. você é aquela pessoa que ri. eu sou aquela que faz coisas idiotas e que só você ri. você é aquela pessoa que tá do meu lado mesmo quando não tá perto. eu sou aquela que sente a sua presença em qualquer lugar que eu precise. você é aquela pessoa anjo. eu sou aquela pessoa demoninho que precisa de alguém como você para acalmar os ânimos. você é aquela que desliga os problemas que eu estou tendo. eu sou aquela que chega com problemas pra você me ajudar a solucionar. você briga comigo. eu brigo com você. nós brigamos uma com a outra, mas não dura mais que cinco minutos. você é aquela pessoa que eu não esperava conhecer. eu sou aquela que agradece todos os dias por ter encontrado alguém como você.

obrigada por estar na minha vida, brubz.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

jamais esquecido

não tente me seguir. não quero conversar e não quero te abraçar. não quero dividir meus sentimentos e não quero que diga 'eu te entendo' para me confortar. conforto não é algo que recebo normalmente de você. eu não quero você perto. não quero. eu quero a solidão, eu quero ser a solidão e ponto. quero o abraço do vento, o consolo do travesseiro... quero a cama que me embala. quero falar com as paredes, eu quero gritar, eu quero chorar... eu quero a distância. eu quero sozinha aprender a não sentir nada, como sempre devia ter sido. sozinha aprenderei a não chorar, sorrir. com o tempo vou até mesmo deixar de amar. e se não deixar, vou aprender a me enganar. e vai ser assim, como sempre deveria ter sido, como eu jamais deveria ter esquecido.
não me toque. eu não quero sentir seu abraço nem o seu cheiro. não quero sentir seu coração batendo acelerado por estar perto. não quero olhar para você de perto, pois fazer isso ia te fazer querer por perto. e eu não quero. eu não posso e não quero te sentir perto. eu tenho que te manter distante de mim, distante do meu corpo, distante do meu coração, distante dos meus sentimentos, pois assim, eu posso aprender a viver. posso ter os meus próprios passos, posso viver como quero. posso sorrir.


você não me tocou. não senti seus braços, nem o seu cheiro. você está longe. não senti seu coração e nem vi seu olhar. você nem está aqui. então, porque me sinto tão mal? porque não consigo andar mesmo tendo pernas flexíveis? porque estou parada olhando para um só lugar quando na verdade me imaginava vivendo de outra forma? porque não consigo sorrir, e quando sorrio é por lembrar de você? eu não queria, não podia te sentir e nem te ter por perto. mas ainda longe, me faz parecer que te sinto que te tenho perto e isso me conforta e não deveria ser assim. eu deveria viver por mim, mas tudo que eu faço me faz viver por você. e o que eu me tornei afinal? sou o que eu sou, ou sou o que você queria que eu fosse? eu não sou nem um nem outro. acho que sou um pouco dos dois, não sei.

na verdade, eu não sei de nada. e é melhor assim. ou não.
não nomeie uma pessoa de vida. não diga que ela é toda a diferença para você, que faz você acordar mais feliz e que é a razão pela qual está bem. não diga. não diga que essa pessoa é tudo para você, pois quando você diz tal coisa, mexe com todas as coisas existentes, sejam materiais e imaterias e a pessoa pode não ser isso. não diga para a pessoa que faria de tudo por ela, pois você não fará. você irá machucá-la, irá quebrá-la em milhões de pedaços. e não diga, jamais que a ama eternamente. o eterno é muito tempo, e você não pode fazer isso, pois nem o tempo que pode você fará correto.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

1+1+1+1+1=5

e fez um, e fez outro, e fez mais outro, e fez mais um, e fez mais um outro. hoje fazem cinco meses que minha vida tem mudado a cada dia, cada hora, cada minuto e cada segundo que passa. eu rio, eu choro, eu me divirto, eu me irrito... eu sinto tudo. e a cada vez que sinto, sinto demais. e quando sinto, não sinto sozinha. sinto com outro... com aquele outro que também ri, chora, se diverte e se irrita pelas mesmas coisas, seja de forma diferente, seja de forma igual. e por mais que me falte inspiração por esses dias, ainda assim faço questão de postar algo hoje, no dia três de setembro de dois mil e dez, porque para mim, cada mês que passa, não é só mais um.... é concerteza 'aquele' mês que passei bem, feliz. e mais do que fazer questão de postar algo hoje, é escrever entre essas linhas o quanto me sinto feliz, o quanto essa mudança que ocorre a todo momento me faz bem, e nada mais nada menos, o quanto eu amo aquele garoto. aquele garoto que um dia foi só o mais bonitinho da sala e que hoje é meu namorado. eu te amo, vinícius.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

seu mais sincero sorriso

você era daqueles que chegava nos almoços de domingo e brincava com a minha cara dizendo que eu parecia um cofre de porquinho que ficava na estante da vovó. você ficava de costas e eu chegava a achar que você era meu pai, dando um abraço errado e pedindo desculpas rindo. você era o homem que fazia eu rir com suas piadinhas e fazia todos gostarem de você sem você perceber. você era aquele que estava sempre de bom humor e brincava sempre tirando sorriso de todos que estavam por perto. você estava perto de mim o último dia que pode despertar sorrisos estando por perto.

madrugada de segunda-feira:
- não acredito. não, não.
- mãe, o que aconteceu? - levantei preocupada ao ouví-la chorando.
- seu tio... ele morreu.

porque deixou todos aqui sem seus sorrisos? porque foi embora de forma inesperada? fez isso para mostrar que devemos aproveitar enquanto todos estão aqui, porque quando vão embora, é tarde demais para se arrepender? porque?


eu sinto a sua falta. eu sinto tanto a sua falta, que ao lembrar ter te visto em meus sonhos, me faz querer dormir de novo, e te querer por perto de novo. você não volta, mas, um dia eu irei me encontrar com você... com seu sorriso. seu mais sincero sorriso.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

escolhi


um dia escolhi te conhecer por você me dizer olá. um dia escolhi conversar com você, porque você me deixou uma fresta para iniciar um bom papo. um dia escolhi gostar de você, porque não tinha outra escolha. eu estava gostando e ponto. um dia escolhi me declarar pra você, por você me mostrar confiança. um dia escolhi sorrir por você ter dito que sentia o mesmo. um dia escolhi deixar você me beijar por achar que poderia existir um sentimento mais forte do que o que eu havia lhe declarado. um dia escolhi deixar você me abraçar por sentir frio e por te querer por perto. um dia escolhi deixar você dar as mãos para mim pois eu não conseguia imaginar minha estrada da vida sem você. um dia escolhi aceitar o seu pedido de namoro por ver que tudo que eu fazia era por você. um dia escolhi ter milhões de aventuras por estar com você. um dia escolhi que pegasse meu coração pra você pois com você tudo estava mais fácil. porém,


um dia escolhi te deixar ir embora, não por escolha, mas por você não querer mais que eu escolhesse estar perto de você.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010


o bom de computador, não é porque conseguimos encontrar tudo o que queremos... não é porque conseguimos descarregar fotos com momentos lindos, não é porque podemos ver vídeos e rir com eles sozinhos, não é porque podemos utilizá-los quando não temos o que fazer, não é porque podemos ouvir músicas...

o bom mesmo do computador, é que quando estamos em frente a ele conversando com uma pessoa, essa pessoa nunca vai saber como realmente sentimos. podemos digitar risadas, mas, podemos estar chorando do outro lado da tela... afinal, ela nunca vai saber.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

não culpe ninguém pelo que você sente. nem a si mesma.

tem dias que estou bem, outros, nem tanto. tem dias que eu estou rindo a todo minuto, outros, posso contar quantas risadas foram soltas durante as vinte e quatro horas rodadas no dia. não digo de sorrisos falsos, digo dos verdadeiros... que não são muitos quando não estou me sentindo segura.

segura? é. mas não no sentido de falta de segurança por tentarem roubar materiais que me pertencem ou dinheiro. segura, no sentido de saber que o que julgo ser mais importante que o ar... é meu.

não, não sou possessiva. talvez... um pouco. eu não sei medir possessividade, na verdade, eu não sei medir nada, nunca fui boa com contas. ou até fui, quando eu decidia prestar atenção em aulas de matemática. mas, creio eu, que possessividade não é medida... ela não é algo que dá para se pegar, somar, subtrair, multiplicar, dividir como números que o professor insistia em colocar na lousa. ela existe, eu sei. mas ela não pertence a mim, nem a matemática... ela pertece a alguém, mas não a esse alguém que sou eu.

porém, volto a lhe dizer sobre minha segurança. por que ela aparece repentinamente e me domina? ela me faz acreditar que é aquilo e pronto. e eu acredito. acredito até demais. porém, logo depois da segurança, vem a insegurança e leva tudo que a sua rival ensinou a mim, e acabo tendo que acreditar que a insegurança está dizendo coisas que eu deva acreditar. e eu acredito. acredito tanto, que quando a segurança decide voltar, ela não consegue ser maior do que a insegurança pode me mostrar quando estava perto, e então... eu falho.

eu sou um pouco estranha mesmo. segura, insegura. porém, não culpo ninguém pelo que sinto. nem a mim mesma.

domingo, 8 de agosto de 2010

as coisas mudam: os motivos de risada, os estilos musicais, o seu próprio estilo. o que era a coisa mais linda, torna-se a mais hilariante. e as músicas que ouvia antigamente idolatrando, já não satisfazem seus ouvidos. internet? um dia era essencial, a sua vida poderia ser vivida apenas em frente a uma tela, mas hoje? acho que hoje já não quero mais nem sentar em frente a tela, por fazer mal.


os sentimentos mudam, os tratos mudam... você muda, constantemente, loucamente. e não percebe. você muda, muda. e quando sua mudança parece ser normal, lá vem ela e muda tudo de novo. você é uma mudança, eu sou uma mudança.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010


você não é linda, você não é legal, você não é interessante, você não é desejada. você é sem graça, sem sal...


... você é você. apenas você.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

estou sentada em frente a alguém que chora comigo:

- você precisa parar de chorar.
- parar de chorar? pare de ser ridícula. como se você pudesse falar algo sobre isso.
- o que quer dizer com isso?
- quero dizer que é pura perda de tempo me falar para parar de chorar, se você é quem mais tem vindo me ver aos prantos.
- eu não pude evitar.
- você preferiu mudar por algo que talvez não seja tão bom assim pra você, não é? afinal, se fosse bom, você não estaria chorando.
- tudo que eu tenho em minha volta me faz bem... o que não faz, eu descarto.
- tem certeza?
- sim.
- então por que chora tanto?
- estou chorando por estar prestes a perder o que eu tenho nomeado ser minha vida.
- você vai morrer? ótimo. podemos avisar para que tragam um caixão.
- não.. eu não vou precisar ser enterrada, não agora.
- então você não vai morrer, pena. já ia falar pra você pegar o telefone e avisar que ia dar as botas.
- eu vou morrer por dentro.
- morrer por dentro? como você é engraçada. nunca pensei que tivesse como.
- eu não quero mais falar desse assunto com você. você não me entende.
- me explique, então. eu posso te ouvir.
- você nunca vai sentir isso que eu estou sentindo.
- por que? toda vez que você chora, eu acabo chorando mesmo.
- você não vai entender.
- mas é claro que eu vou, fale.
- não.
- fale, não me faça pedir de novo.
- ok.
- vai falar?
- sim.

e após aquele sim, levantei e dei de ombros virei as costas... pensei, pensei. então voltei a olhar. esse alguém havia se levantado, junto comigo e me olhava de forma assustada. suspirei junto com ele e contendo as lágrimas que estavam prestes a cair de nossos rostos, disse:

- você é um espelho e meu pensamento. você pode me mostrar com que cara sigo todos os dias. você pode fazer perguntas que eu quero que faça em meu pensamento para entender o que eu tenho sentido, mas não pode me mostrar uma solução para meus problemas e se puder, a solução que dá, é a que eu mesma achei. você pode me mostrar que eu estou bem fisicamente. mas você não pode sentir o que eu sinto. você pode chorar, junto de mim, mas não pode sentir tamanha tristeza que sinto. você pode rir comigo, mas não pode sentir tamanha felicidade que eu posso mostrar. você pode fingir um riso comigo, mas não consegue saber que é apenas fingimento. você só me mostra, o que eu quero mostrar para o mundo, mas não pode mostrar o que eu escondo por baixo disso tudo. é, obrigado. você é um amigo e tanto. obrigado por guardar todos os meus segredos junto a você.

amar : v.t. ter amor, afeição, ternura, dedicação, devoção a; querer bem: amar os pais. / estimar, gostar, apreciar: ama o esporte. / v.i. estar apaixonado: feliz é quem ama.

como se fosse possível essa palavra ser apenas uma palavra não trazendo algo junto dela. essa palavra, amar, não sabe o que pode fazer uma pessoa sentir.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

não acreditar

não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar.não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar. não acreditar, jamais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

que seja! mas não esqueça

que seja, se você preferir ficar de cara amarrada enquanto eu estou tentando esquecer tudo que nos perturba. que seja, se quiser continuar fingindo que tudo está bem, e que qualquer coisa que eu disser vai ser a palavra final. que seja, se você não quer mostrar o que realmente pensa e manter seus sentimentos escondidos por baixo de uma indecifrável máscara pela qual eu me amedronto ao ter que olhar. que seja, que seja! viver nesse mundo louco em que decidi me enfiar para manter um sorriso falso no rosto e aceitar qualquer tipo de solução para que tudo fique bem!

que seja! mas não esqueça, que mesmo com todos os problemas e todos os choros escondidos durante a noite para abrir um sorriso ao nascer do outro dia, eu ainda prefiro passar o resto dos dias assim, do que ter de viver sem você.

domingo, 30 de maio de 2010

antes do amanhecer

mais de cinco horas da madrugada, um encontro em meio a festa que rolava na casa de um desconhecido, pessoas conversando, rindo... porém uma imagem parecia ter um foco nítido mais que qualquer outra parte do local: duas pessoas no sofá, conversavam após um profundo beijo na sacada.
- você é diferente das outras - disse em um tom suave enquanto o som continuava rolando dentro daquela casa lotada de pessoas se divertindo em plena madrugada de sábado.
- por que? - disse então a garota com os olhos brilhando e sentindo sua buxexa corar ao ouvir o garoto dizer isso.
- você é a única garota que consigo olhar nos olhos por mais de um minuto. - o silêncio parecia ter aparecido naquele momento, porém o som continuava a rolar na sala em que se encontravam, e as pessoas continuavam a andar e festejar por lá.
- não entendi... por que? - continuava a garota tímida ao ter ouvido o garoto falar isso em sua frente, e ela continuava sem reação alguma ao ter ouvido isso da boca daquele garoto.
- não sei, eu não consigo olhar para as pessoas por mais de dez segundos, e com você, eu consigo isso, é diferente.

ela sabia que era diferente. sabia que era diferente, mas não conseguia admitir. não era só ele quem conseguia olhar mais de dez segundos para ela, diferente das outras pessoas. ela também, conseguia olhar para ele por mais de dez segundos, diferente de várias pessoas que passavam por sua vida todos os dias. o que ela não entendia era porque ele não podia amá-la como ela o amava. ela sabia que após a noite acabar e ela se despedisse ao voltar para sua casa, toda a magia acabaria e seriam novamente dois bons e velhos conhecidos que haviam uma história que mais parecia inacabada por nunca terem tido uma chance de começá-la corretamente como ela queria.

ela continuava a olhar para o rosto daquele belo garoto a quem havia entregado o coração a partir do momento que o conheceu, sem ao menos perceber... ela não sabia o que fazer naquele momento, ela só estava desejando mais que qualquer outra coisa que o tempo parasse naquele minuto e que ficasse o resto da vida olhando para ele. um beijo. ele havia inclinado-se a ela e dado um beijo. foi quando parou por um instante e começou a encará-la como se ela fosse a coisa mais importante da vida dele. ela não queria olhar para o celular e ver a hora que era. ela sabia que já era a hora de ela ir embora, e ela não queria partir. mas, não havia o que fazer. ela teve de olhar. e realmente, era o momento de se despedir.

as mãos entrelaçadas acabavam de se soltar, e ela olhava-o com olhar de desesperança que o momento iria se repetir... ela ficou em silêncio, e não conseguindo falar nada, pensou 'eu te amo'. e ao tomar coragem de falar, olhou para trás, vendo ele pegar o caminho solitário pelo qual andavam juntos antes do amanhecer. ela não conseguiu dizer o que queria, mas desejava mais que qualquer outra coisa no mundo que ele soubesse o que ela sentia.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ah! meu querido travesseiro

já tentei dizer algo sobre a distância de pessoas que considero melhores amigos mas, na verdade eu nunca havia me dado conta de que meu melhor amigo estava sempre presente ao meu lado. você foi quem eu sempre coloquei minha cabeça para desabafar... e foi em você que eu passei todos os pensamentos do meu dia de uma só vez para que soubesse como o meu dia havia sido agitado... ou até mesmo monótomo. foi também em você que encostei para tirar a canseira que sentia daquele dia perturbado. quando caí e cheguei a achar que algum outro podia ajudar, vi que me enganei. mas também não pude deixar de notar que você foi o único em que me deixou encostar para chorar... é engraçado, depois do choro intenso, ainda assim você continuou a deixar eu ficar encostada até pegar no sono e as vezes, nem ligou de eu virar a noite encostada em você sem ao menos reclamar.

ah! meu querido travesseiro... tão confortável, tão fofo, tão atencioso. como eu queria que pudesse dizer algo ao saber que você é o meu melhor amigo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

falta inspiração

não consigo escrever entre linhas o que sinto. não por falta de sentimentos, pois sentimentos rondam meu dia, como o ar que respiro não para de vir até mim. não quero falar de tristeza, pois isso me faria ter a melancolia ao meu lado quando na verdade não quero chorar. não quero falar de saudade, pois quando ela aparece parece que tudo que estou vivendo em volta torna-se indiferente e me perco nas lembranças que não vão voltar a acontecer e eu realmente não quero passar minha vida vivendo de passado, mesmo que ele tenha sido imensuravelmente bom. pois agora digo, eu poderia escrever sobre felicidade, porém ela parece ser algo soado tão maravilhoso que prefiro não colocá-lo em linhas para não se tornar algo banal, afinal, as pessoas não querem textos felizes, e sim, os tristes que lhes tocam lá no fundo, onde após tocados podem se tornar reflexões para a vida inteira. pois se não quero falar de tristeza, nem de saudade, nem de felicidade, poderia então falar de amor.

AH! o amor. infelizmente também não quero falar dele. pois para falar de amor, você precisa falar sobre a felicidade de quando está nos braços de seu amado, e precisa falar da saudade que sente quando ele vai embora... também precisa falar da tristeza, caso ele vá embora deixando saudade e a felicidade que plantou quando esteve por perto e que agora ele decidiu deixar tudo para trás deixando apenas lágrimas em seu rosto para saber que um dia tudo que aconteceu valeu a pena, mas que agora tens que seguir em frente.

eu não quero falar de felicidade, saudade, tristeza. eu não quero falar de amor. para escrever preciso sentir. pois digo, não quero sentir. então, prefiro a minha falta de inspiração.

domingo, 9 de maio de 2010

o que encontro em dicionários

olhei para o dicionário, as palavras 'grito' e 'pulsação' tinham significados simples... qualquer pessoa que parasse para ler o significado levaria exatamente como qualquer outra coisa que lê em seu dia. eu poderia ter lido e acreditado que o significado realmente era aquele. porém, não quis acreditar. encontrei o significado das palavras sem querer [...]

grito

ouço gritos. não são de alegria, não são de reclamações de tristeza. são gritos de dor que parecem estar presente nos lugares quando vejo que você não se encontra. os dias são como todos os outros quando não estou com você... são vazios. são falsos sorrisos estampados que levo em meu rosto ao querer você por perto e saber que não lhe tenho aqui. também são distantes, pois meus dias parecem querer ser divididos junto ao seu mesmo longe. ainda com todas as dores que sinto por estar tão longe, consigo levantar do leito em que me encontro por saber que logo estará em meus braços.

pulsação

olho para o céu e vejo estrelas brilhando em meio a escuridão que encontro. meus pensamentos começam a tentar encontrar um sentido para aquela imensidão e o primeiro e todos os restos das coisas que passam por ele, é você. não sabia explicar, porém vejo que o motivo de lembrar de você ao olhar estrelas. a forma como fixo o olhar e não consigo pensar em mais nada e sentir a mesma pulsação ao me encontrar com você é exatamente igual ao olhar uma estrela. talvez por eu amar estrelas, compreendo o amor que sinto por você.

[...] em você. foi em você que consegui compreender o significado de 'grito' e 'pulsação'. porém, além dessas palavras, várias outras palavras pareceram estar presentes com seus verdadeiros significados quando olho ou penso em você. elas não podem ser expressas certamente como dizem nos dicionários. os dicionários estão errados. o que eu sinto, é maior que qualquer desses significados comuns nele encontrados.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

enfim, respirar

olho para o espelho. as lágrimas que percorriam em meu rosto a dias atrás se secaram, e a dor inevitável de um coração despedaçado jogado ao meio do quarto já não existe mais. [...]

as coisas mudam, sempre soube disso e nunca me arrependi de pensar dessa forma. lembro-me das primeiras mudanças que ocorreram em minha vida... o começo era assustador, algo novo. talvez lembranças boas eram deixadas para trás por culpa da mudança, e também ruins, mas eu não sabia. achava que era sempre eu quem estava errada. eu chorava por vê-las passarem por mim, e perceber que não voltariam em meus braços... nunca mais. quando achei que as coisas tinham melhorado após as mudanças, lá vinha mais uma vez algo que me derrubava e pronto. lá estava eu no mesmo lugar, chorando. todas as vezes pareciam iguais. foi então que tudo mudou novamente, e quando acreditei que estava melhorando, sim, eu parei no mesmo lugar. fui percebendo que a cada mudança boa, após um tempo, vinham as quedas e então, decidi me afastar de tudo que me fazia 'bem'.. era momentâneo, mas me fazia bem. os meus pensamentos haviam mudado, eu já não era mais a mesma pessoa que havia sido uma semana atrás e então, logo apareceram coisas que estavam prestes a mudar e eu sabia que mudaria... decidi arriscar. no começo fiquei com medo, eu sabia que cedo ou tarde iria embora, porém, com o tempo me demonstrava segurança e eu acabei achando que era para sempre, como todas as vezes. e cada vez, eu fui me aprofundando mais naquela mudança. o engraçado era que me dava um bem estar que só eu podia entender, mais ninguém...

um mês e meio. esse foi o para sempre da mudança para ir embora novamente. e lá estava eu, da mesma forma de todas as vezes, com medo, triste, querendo que não se fosse. eu te via partir, e eu não queria ter visto. preferia que tivesse saído de uma única vez e não lentamente de minha vida... seria menos doloroso, eu penso. talvez eu tenha errado, ou então não tenha. talvez eu tenha esperado algo, porém se esperei, não deveria. ainda assim continuei de braços abertos se decidisse voltar. hoje eu não te quero por perto, não te quero longe... na verdade, eu não quero mais que você exista em minha vida.

[...] você desapareceu. como todas as lembranças boas que guardava em minha memória. eu decidi deixar elas serem levadas com o vento. assim, não sinto mais mágoa, tristeza, ou qualquer sentimento ruim que deixou ao passar por mim. agora sim, eu posso respirar em paz.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

nino

era natal. eu tinha seis anos, e a minha única preocupação era de ter que brincar. eu não queria barbie's nem queria uma casinha nova para brincar. eu queria o nino. sim, aquele do castelo rá-tim-bum! ele nunca foi a coisa mais linda do mundo, e também não imagino que fosse a coisa mais barata da época. ele era de pano, e era o brinquedo que eu mais paquerava na loja. eu não ia ganhar, a minha mãe não queria me dar o nino. ia ser o pior natal da minha vida, ah! se ia. uma tarde. eu estava no apartamento, tristonha esperando um presente de natal que eu achava que não viria até mim, até a campainha tocar. era um homem de gorro vermelho, com a barriga enorme e com as vestes vermelhas. eu o encarava e estava assustada ao ver aquele "HO HO HO" contínuo com uma sacola em suas costas. foi então que ele tirou uma caixa de dentro da sacola. um silêncio, era meu presente de natal. eu o abri, e quando olhei, era o nino com suas vestes coloridas e com aquela cara feliz que mais parecia o reflexo do meu sorriso. eu tinha ganhado o nino, o meu tão desejado nino...

doze anos se passaram e o meu quarto já não é o mesmo. não moro na mesma casa, não gosto das mesmas coisas, nem penso igual a anos atrás. porém, o nino continua lá em seu lugar... em cima da cama, e com o mesmo sorriso refletido no rosto. ele não fala, não se mexe... ele não faz nada. ele é apenas um boneco. um boneco, que quando alguém entra no quarto, olha e lhe faz ter toda a atenção do mundo voltada a ele. ele é aquele que guardou o sorriso de uma criança que lhe desejava todo para ela, e que em momento algum ao o olhar, poderá esquecer do quanto ele foi motivo de alegria de alguém seja por segundos, por minutos, pelo tempo que passar.

ah, meu querido nino.

terça-feira, 4 de maio de 2010

não é como um bom dia

uma imensa tristeza se encontrou dentro de mim, e te ter ao meu lado já não era mais possível. eu tinha te perdido, e imaginei que seria para sempre, até então. [...]

parando para observar fotos e conversas antigas, pude então ver como as coisas que acontecem no nosso dia-a-dia mudam constantemente. lembro-me de estar deitada depois de uma conversa durante a madrugada após uma tentativa frustrante de tentar te irritar ao mandar um abraço que na verdade, era mais para matar a saudade do que para a própria irritação que eu queria que ocorresse. não esperava ver seu nome em meus contatos, nunca mais. era preferível não entrar mais no msn do que ter que ver seu nome todos os dias em minha direção e não poder ao menos chamar para dizer algo que realmente estaria sentindo. deitada então lembrava de nossa primeira conversa após quase completar quatro meses de silêncio absoluto, e as lágrimas escorriam em meu rosto como canivetes, que pareciam acertar meu peito e então rasgar de forma que outra pessoa jamais tinha conseguido fazer. porque é que o seu sorriso ainda vinha em meus pensamentos como se você nunca tivesse sumido de minha vida e continuara sempre no mesmo lugar? o seu sorriso para mim, sempre foi o mais encantador, o único que me cativara de forma que os outros, eram apenas os outros. as horas durante a noite mal dormida pareciam não passar e a hora de acordar e ver novamente seu nome em meu msn era imensa que chegava a doer. então amanheceu, e ao entardecer, seu nome estava lá, pronto para chamar. as coisas estava diferentes, porém, preferi acreditar na perfeição. por que é que eu caí e mesmo caindo não deixei de pensar em você? seria tudo tão impossível assim? foi então que após me dispensar em uma noite, dizendo de sua confusão que o meu mundo pareceu parar. não pude deixar de notar que era exatamente no dia da mentira, e que eu sabia que seria uma mentira, e que você veria que a verdade estaria encontrada em meus braços ao decidir voltar. preferi não acreditar que me chamara no outro dia para perguntar se estava bem, sendo que a vinte quatro horas antes, havia me deixado sem pensar em me machucar. ainda assim, preferi não arriscar o desdém, eu queria você para mim, não importasse o tempo que demorasse. foi então, que ao ver seu nome com um ar de confusão no outro dia, decidi perguntar se continuara tão confuso durante os dias. um silêncio. a confusão havia passado, e ao dizer isso, minha pulsação congelou. congelou de forma constante como se fosse impossível voltar a funcionar normalmente. você estava voltando para mim, e eu estava de braços abertos para te receber. não quis muitos questionamentos, eu apenas quis você, não importasse o tanto que teria lutar para te ter. eu sabia que a minha felicidade se encontrava em você. e o amor que eu tinha, já havia depositado todo em você. e foi assim, um encontro depois de uma semana. um abraço, um beijo, outro abraço e outros milhões de beijos foram depositados em você. e os sentimentos, pareciam querer se libertar de dentro de mim. pude então encontrar seus olhos e finalmente dizer 'eu te amo' pessoalmente. você estava novamente comigo aquele dia. estava novamente comigo aquele dia, no outro... estava novamente comigo, para sempre. e eu jamais deixarei levarem você para longe de mim.

[...] hoje não me encontro em meio a fotos, conversas e lembranças antigas. me encontro em meu quarto, com o pensamento longe... com o pensamento em você. e acredito que esteja pensando em mim. você sabe, eu te amo e não é como um bom dia. eu sei. é você, para sempre.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

mágoa

mágoa: nome feminino, 1. efeito de magoar; nódoa ou marca produzida por contusão ; 2. tristeza; desgosto; amargura ; 3. dor de alma ; ( Do lat. macùla-, <<>>)

um dia li e não dei importância ao significado, eu não está esperando o que estava por vir. [...]

fico a tentar explicar porque é que um nome tão cheio de significados parece um completo nada, quando comparado com o sentimento que ele causa. nós nunca o vemos, nunca podemos dizer para ir longe de nós, nem podemos dizer que é ridículo pensar que ele vai passar por perto de nós. mas ele vem, ele aparece de repente quando não esperamos que ele esteja por perto, quando nem passou pela nossa cabeça que ele poderia aparecer por perto. e você pode não ver, mas o sente. e sabe que é o tal sentimento que acabou de estar com você. esperei nunca mais sentir o tal sentimento. preferi acreditar que estava imune em mim, e decidi nunca mais deixar alguém entrar para acabar com isso. preferi ser fria, preferi nunca mais ter de me relacionar tão profundamente com alguém. eu caí tantas vezes, eu não queria nunca mais cair. e de repente, quando menos esperei, você apareceu e então, foi conquistando o seu lugar perto de mim. eu percebia que estava fazendo de tudo para estar por perto, e eu, estava tentando evitar ao máximo. então um dia, você me desmoronou. eu havia prometido que nunca mais falaria algo, mesmo que sentisse e então você disse aquelas palavras que hoje mais parecem bom dia, porém, eu sabia que era verdadeiro, pois você sempre foi tão verdadeira. 'eu te amo' e para completar, um abraço. me segurei mesmo tendo certeza do que eu sentia, então pela primeira vez, disse o mesmo, parecendo que as palavras reproduzidas pela minha boca estavam sentindo um grande alívio em estarem saindo de mim.
uma conquista, você conseguiu minha confiança e eu acreditei que tinha dado ela a pessoa certa. porém quero ser breve. mais uma vez no final de tudo, eu caí.

[...] hoje leio o significado e entendo a importância dele. porém, preferia nunca ter lido, muito menos sentido.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

aprendi a amar

janeiro

num verão de mil novecentos e noventa e um, quando o sol acabara de surgir em meio ao céu azul sem uma nuvem para estragar aquele momento, estava parada em um banco perto de um parque. haviam crianças brincando, casais apaixonados demonstrando todo o amor que um poderia dar ao outro. eu observava tudo em minha volta, inclusive observei uma garota com uma linda blusa e por cima, um belo colete da época. tão meiga e dócil, pensei. seu jeito era tão encantador que não pude deixar de notá-la a tarde toda. estava quase no horário do pôr-do-sol quando olhei para o relógio. o tempo parecera ter passado tão rápido enquanto a observava.
seus olhos reluziam ao lado daquele imenso lago que compunha o parque. cheguei mais perto, pois era o local perfeito para se ver o pôr-do-sol, foi quando você me disse o primeiro olá. não pude deixar de notar aquela maravilhosa covinha que carregava em seu rosto porcelana, e muito menos pude deixar de perceber que eu estava extremamente encantada, não só por sua beleza, como também pela forma como você me mostrava ser. quando me dei conta, já tinha pego seu telefone e afins e começamos a nos encontrar. tinha acabado um namoro e dizia o quanto estava triste, e eu estava ao seu lado para te reconfortar. não percebi o quanto me fazia mal ter de ouvir você dizendo que ainda estava apaixonada pelo seu ex-namorado e o quanto queria ele de volta. e os meses passaram [...]

julho

[...] - oh, eu te amo.
- o meu corpo encontra o teu, e eu prometo nunca te deixar.
um suspiro e nada mais. o silêncio predominava naquele quarto escuro que nos encontrávamos, até não aguentar mais e perguntar:
- você também me ama?
- ainda tem dúvidas?
- as vezes acho que é passageiro.
- já fazem dois meses, não acha que não seja amor não é? pare de bobagens.
- você não me disse que ama.
- você sabe o que eu sinto.

eu sabia. ou pensava que sabia, porém, você nunca me dizia. ainda assim, acreditava que existia amor em você. [...]

setembro


[...] primavera, e eu estou aqui no banco em que te vi pela primeira vez e me apaixonei, reconstruindo os pedaços que você deixou do meu coração jogados naquele quarto em que costumávamos nos amar, quero dizer, que eu costumava amar. não consigo acreditar, que você fez isso comigo. eu não consigo acreditar que fez eu enganar que existia amor em você.

julho, dias depois da noite em que nos amamos

[...] - preciso falar com você
- o quê? já está pensando em vir morar comigo? falou com seus pais que está apaixonada por mim? eles aceitaram a nossa decisão?
- eu vou embora.
- embora? como assim? seu lugar é ao meu lado.
- meu lugar é ao lado de henrique.
- henrique? seu ex-namorado?
- sim, eu o amo.
- você disse que me amava. [...]

setembro, continuando a lembrar no parque

[...] nunca pude deixar de lembrar, as palavras mais cruéis que ouvi vindo de uma pessoa tão meiga e dócil como você. nunca esqueci da última frase, a última que me disse antes de ir embora:

- você sim disse que me amava, eu apenas disse que você sabia o que eu sentia. não posso fazer nada, se acreditou que o que eu sentia era amor.

verão

estou aqui sentada no mesmo lugar, pensando em você. você não voltou ao lugar que eu costumava dizer ser nosso. você não voltou dizer que me amava. acredito eu, que esteja com henrique, vivendo sua vida, talvez com filhos, ou não. acredito que esteja dizendo 'eu te amo'... meus olhos se enchem de lágrimas, e eu já não consigo mais pensar em nada, só em você e no que você disse. não acredito que ele te ame, mas ele te faz feliz e isso me conforta. porém, eu continuo a te esperar, eu sei que vai perceber que está a me amar, e preferiu não acreditar. eu vou continuar a te esperar, eu não desisti de lutar. eu sei, você vai me amar.

proposital ou não, venha buscar

foi como eu imaginava. você apareceu de repente, trouxe em minha vida os melhores e mais verdadeiros sorrisos. trouxe algo que outras pessoas nunca conseguiram trazer, algo tão único quanto você. e você também se foi de repente como aquela brisa que tocou o meu rosto, passando tão rapidamente, impossível de poder sentir para sempre, porém tão diferente que foi impossível esquecer que tinha passado por mim. você não deixou nada seu comigo, pelo contrário levou tudo o que era seu e também o que era meu. levou meu sorriso, meu coração e todo o amor que eu sinto por você. porém você esqueceu o mais precioso de todos, as lembranças de tudo que passamos juntas. e fico a imaginar se não foi propositalmente que esqueceu para me fazer lembrar. se foi proposital, quero que venha buscar, pois não aguento mais passar o dia vivendo de lembranças de coisas que não vão voltar.




para sempre, nunca mais

[...] entrei na sala. nunca havia visto você daquele jeito. estava com uma aparência horrível, e o cheiro de um cigarro inacabado e um copo de bebida em mãos... era a única coisa que conseguia enxergar. também vi cacos de pratos que você havia jogado, provavelmente na noite anterior após uma discussão no telefone. fiquei um instante a olhar tudo aquilo que rondava em minha volta. encontrei um papel e uma caneta jogada em meio de todas aquelas coisas quebradas e escrevi, "me desculpe, quero você de volta, para sempre". [...]

[...]
- alô?
- por onde é que você andava?
- acabei de chegar do trabalho.
- a essa hora? já são quase uma da manhã.
- a conferência demorou mais do que o previsto, por isso...
- não diga mais nada, estou cansado dessa história, você andou saindo com outro.
- outro? da onde é que ti...
- SIM! VOCÊ ESTÁ BRINCANDO COMIGO!
- pare de gritar comigo, eu acabei de chegar do meu trabalho. você está chapado.
- CHAPADO? você está ficando louca de tentar me sacanear, você me paga.

[...] e você continuava com aquela idéia de traição. já faziam dois meses que eu aguentava aquela história de atender o telefone e todas as vezes ouvir gritos e palavrões. você já havia perdido o controle do que estava fazendo, você estava acreditando em suas próprias ilusões. e eu já não sabia o que fazer para acreditar que tudo que andava pensando era uma mentira. lembrava de todas as coisas que passamos, os sorrisos, as noites perdidas contando estrelas naquele parque perto de seu apartamento, até mesmo de quando brigávamos por coisas infantis mas que segundos depois seu abraço valia mais do que qualquer tontisse que tínhamos falado. lembrava de como te conheci... estava no shopping aquele dia provavelmente dando uma volta, como eu, e trocamos olhares. tudo começou assim, lindo. e hoje eu não sabia distinguir se era horrível ou mais que horrível. depois dessa nossa última briga, decidi nunca mais procurá-lo, eu realmente estava cansada e acabei indo dormir.

oito horas da manhã

estou em pé, pronta para sair ao trabalho, mas mudei de rumo. antes de ir ao trabalho, continuar minhas atividades normalmente, me lembrei da noite anterior, ela não saia da minha cabeça. foi quando decidi parar naquele prédio perto ao parque. subi as escadas e por incrível que pareça, sua porta estava aberta.
[...] entrei na sala. nunca havia visto você daquele jeito. estava com uma aparência horrível, e o cheiro de um cigarro inacabado e um copo de bebida em mãos... era a única coisa que conseguia enxergar. também vi cacos de pratos que você havia jogado, provavelmente na noite anterior após uma discussão no telefone. fiquei um instante a olhar tudo aquilo que rondava em minha volta. encontrei um papel e uma caneta jogada em meio de todas aquelas coisas quebradas, mas, antes de escrever dei mais uma olhada no local novamente. não acreditei no que estava vendo, uma lingerie de outra mulher. escrevi, "me desculpe, mas suas ilusões são por culpa daquilo que você mesmo criou em sua vida. acreditou que eu estava te traindo por me trair, eu não te quero de volta para sempre, nunca mais."

acredite na sua ilusão, pois ela me trará de volta a você.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

tudo

sempre esperei por alguém que fosse diferente dos outros, que me mostrasse algo que eu achasse completamente novo e que me faria querer por perto pelo resto da minha vida. procurei por todos os cantos, inclusive caí todas as vezes. procurava por algo que me tirasse o sono, mas que ao mesmo tempo me desse a tranquilidade de saber que estava perto de mim, mesmo longe. também procurava por algo que me fizesse rir e que por mais que houvesse dias em que o sorriso viesse a calhar, ainda assim acharia forças para continuar. eu queria algo que fosse perfeito, mesmo sabendo que a perfeição não existia... eu preferia acreditar que existia sim. e foi por procurar essa perfeição que caí mais ainda. muitas vezes sorria, mas muito mais vezes eu caía. e eu já estava me cansando de procurar. cada coisa nova que eu procurava, eu achava algo igual, ou então, algo que complementasse a minha queda. foi então que apareceu. poderia não ser o mais forte, o mais lindo, o mais legal que alguma menina esperava, mas você era tudo pra mim. [...]

TUDO

[...] antes de conhecê-lo eu não sabia bem como explicar essa palavra, eu sempre esperei coisas lindas, coisas perfeitas. nunca esperei uma queda, pois de todas as quedas eu preferi desistir. mas com você foi diferente. você me faz rir, morrer de rir, extravasar de rir. você me abraça e me fazia sentir como se fosse a coisa mais especial do mundo, mesmo sabendo que existiam outras que poderiam ser mais. você me beija e eu sinto como se eu fosse única. você me faz chorar... e é aí que o 'tudo' entra. você realmente sempre foi tudo pra mim, e sem ao menos eu notar. por mais que fosse me machucar, eu ainda assim consigo criar forças para continuar. eu nunca desisti de você, nunca. diferente dos outros, você é único. você é o que eu chamo de tudo, pois as coisas podem mudar, o tempo passar, os meses mostrar, mas por você, eu faço de tudo para continuar.

terça-feira, 27 de abril de 2010

com ou sem você

eu imaginei que nunca teria que me desfazer das suas coisas. imaginei que lembraria de tudo que passamos com aquele sorriso no rosto e que jamais teria que chorar. e se chorasse, que fosse de alegria por te ter por perto. hoje não quero me lembrar das coisas que passamos, não quero lembrar a forma que nos conhecemos e não quero lembrar de quantas vezes acreditei que seria diferente. eu não quero lembrar que estou com saudade. me encontro parada em frente ao computador, vendo fotos... aquelas fotos que eu considerava motivo de alegria e que realmente me faziam rir ao lembrar. hoje elas fazem encher os olhos de lágrimas e que meu peito parece receber pontadas afiadas ao sentir a falta que você me faz.

quando eu estava com você, as coisas pareciam bem. eu tinha para quem contar sobre meu dia, eu tinha alguém para contar sobre o dia que estava tendo. eu e você nos aguentávamos quando estávamos tristes e nos aguentávamos mais ainda quando estávamos alopradas. não gostava de dividir sentimentos ruins e dizia que estava tudo bem, mesmo quando eu sabia que não estava. e eu, costumava não contar também, mas você sabia que eu precisava de socorro e sabia como me fazer falar o que eu estava sentindo. você me fazia rir, e nunca me fazia chorar. você era o que eu sempre quis ter na minha vida. você tinha se tornado uma das coisas mais preciosas da minha vida, uma irmãzinha mais nova que eu jamais deixaria alguém machucar. e hoje, vejo que essa preciosidade ainda existe, porém tão distante que eu não quero lembrar.


[...]eu não quero lembrar que eu estou tendo que aprender a viver
sem você.

pai

sempre tão calado e também sempre brincalhão, mesmo com todos os problemas que nos cercavam. você sente ciúme e não fala, você está feliz e não fala, quando está triste, para variar, não fala... mas eu sei que está, só pela forma de me tratar. as vezes fica no seu canto, as vezes gosta de vir me assustar... você não pede carinho, mas eu sei que você quer um pouco do que eu posso dar. você não pede para eu sorrir, mas sabe que tem que vir me animar quando eu não consigo colocar um sorriso no rosto. e quando estou adoecida, você corre tentar me salvar... salvar, você já me salvou e mesmo que eu não me lembre, eu sei que você me salvou, porque me contaram. quando cai na piscina e não sabia nadar, foi você quem pulou me salvar. você não demonstra, mas eu sei que sente. e acho que eu não demonstro também, mas eu espero que você saiba que eu sinto.

e você não sabe, mas eu te considero meu herói. aquele herói que é só meu, e que ninguém nunca no mundo vai ter um igual. eu te amo muito, pai.

mãe

você me carregava quando eu não sabia andar e você cuidava de mim, como se eu fosse quebrar. você me viu dando os primeiros passos e também me viu falando a primeira palavra. você me levou na escolinha quando eu era apenas uma pequena e também foi você quem me socorria quando eu tinha caído e estava a chorar. foi você quem me ensinou o que era certo e errado e quando eu errava você estava lá não para me dar umas palmadas, mas para me ver crescer. você costumava estar em casa ao acordar. e costumava estar em casa ao chegar da escola. você me fazia leite quando sentia fome e quando eu tinha que ir dormir. você me xingava todas as vezes que eu estrapolava limites, mas mesmo assim minutos depois voltava a falar comigo como se nada tivesse acontecido. você me dava carinho quando eu descobria a falsidade nas pessoas, e de você, nunca senti dessa falsidade. você me dava chances de seguir meus caminhos mesmo quando não queria, pois sabia que no final, eu ia ver que estava errada e que ia voltar para trás. você fez tantos sacrifícios e tantas coisas para meu bem, e as vezes não reconheci. você fez de tudo para me ver feliz e eu as vezes esqueci.

porém, eu nunca esqueci que te fiz chorar. e nunca percebia que eu estava a te magoar. eu cresci, e quando cresci aprendi não só o que você tinha a me mostrar, mas o que o mundo tinha a me dar. e muitas vezes trouxe coisas do mundo que eu deveria ter deixado passar. te decepcionei, te magoei, te coloquei lá embaixo. te vi cair em meus braços a se lamentar... e tudo que fiz, foi te machucar. [...]

[...] você é tão forte que as vezes esqueço que é apenas humana. você é tão forte que tenho orgulho de tê-la por perto. você é tão forte que eu não acho que vou te perder nunca e que vou te tê-la sempre por perto. você é tão forte, mas tão forte, que se sacrifica todos os dias só para alimentar a casa. você é única.

você é forte, você é única... é maravilhosa. você é a minha deusa, você é você. e eu te amo, para todo sempre.

vírgula

na minha vida, era apenas eu e você. não haviam preocupações a não ser as mesmas de sempre, como notas de provas e a correria de passar de ano. ríamos das coisas mais banais e as brigas já não existiam mais. deixamos de lado todas as coisas e estávamos bem dessa forma. um sorriso, um abraço, um beijo. um encontro de corpos em meio a luz do quarto que estava acesa. não era necessário estar com ela apagada, pois o magnetismo era maior do que qualquer coisa que estivesse por fora que tentasse atrapalhar. [...]

desespero.

[...] onde é que está o sorriso que estava em seu rosto e as piadas que costumava me contar quando não tinha mais nada para falar? você está sem fala. aconteceu algo? pois é, agora quem está sem fala sou eu. a preocupação não é minha, não é sua. agora ela é nossa. e não há nada para se fazer a não ser esperar... esperar para que não tenha uma vírgula fora do lugar.

engraçadas

engraçado foi eu não querer estudar naquele lugar e mesmo assim, foi o local onde eu fui estudar. engraçado foi entrar em uma sala estranha, com pessoas estranhas e realmente parecer que ninguém se importava de você estar lá. engraçado foi quando eu passava meus intervalos sozinha perambulando pelo local indo a biblioteca, ou comendo alguma coisa e voltando para a sala ficando em silêncio. engraçado é que eu nunca tinha vivido isso, até então, mas que em partes eu achava que estava gostando. engraçado foi quando me enfiei em uma rodinha onde estavam vocês duas e o andré. engraçado que foi por perguntar sobre um alargador que tudo começou. engraçado que eu encontrei assunto naquela hora, porque eu não tinha o que falar, mas eu queria falar com vocês. engraçado que começamos a sentar no fundo e trocar bilhetinhos. não eram bilhetinhos contando sobre nossas vidas, eram apenas bilhetinhos sobre o que tinha para fazer no final de semana. engraçado foi que as conversas que considerava normais, começaram a ser dividas em segredos... e eu não estava percebendo. engraçado foi quando percebi que eu não estava mais sendo só uma estranha naquela sala que não tinha amigos. engraçado foi quando percebi que meus intervalos ficaram cheios de vida quando vocês apareceram. engraçado foi quando eu vi que ir na biblioteca com vocês era melhor do que ir sozinha. engraçado foi quando eu percebi que comer acompanhada de vocês era melhor do que simplesmente ir, comprar, comer e voltar para a sala. engraçado foi quando percebi que eu estava gostando daquele lugar não mais pelo lugar, mas por vocês estarem nele e mais engraçado ainda, é que eu não gosto desse lugar quando vocês duas não estão por perto. engraçado é que vocês duas fazem minhas noites serem engraçadas. e engraçado que eu não quero ficar sem vocês porque vocês sim, são engraçadas... são engraçadas e fazem minha vida ter graça.

bruna e amanda ♥

segunda-feira, 26 de abril de 2010

o primeiro bichinho

quando eu estava feliz, você estava lá para ficar comigo comemorando. e quando estava triste, era para você quem eu ia derramar minhas lágrimas e contar o que estava acontecendo. você não falava, mas me escutava... ou não. e eu ficava aliviada por você estar comigo. eu gostava de você, mesmo as vezes tendo deixado você de lado para aproveitar o meu dia e mesmo quando eu olhava para sua gaiola e achava um absurdo ter que limpar sempre. 'isso é tempo perdido', eu pensava, mas hoje vejo que não era nada demais. um dia, você fez cocôzinho na minha mão, mas eu não tinha nojo de você. pra falar a verdade, eu achava engraçadinho o seu jeito. te soltava em cima da minha cama para brincar enquanto eu fazia lição, e te fazia ficar fazendo exercícios no meu braço enquanto eu falava. você foi o primeiro e não há nada no mundo que tire esse lugar de você. quando comecei a te deixar de lado, para brincar, estudar, e fazer minhas coisas, você adoeceu e mesmo assim, eu não cuidei de você todos os dias. na verdade, sempre foi meu pai que cuidou de você depois de um tempo... e eu não percebi que você estava indo embora. foi quando minha prima foi brincar com você e me disse que você estava quietinho e dormindo, que eu me levantei e fui ver que você já não estava mais aqui. e eu não estive do seu lado para passar os últimos momentos da sua vidinha aqui e você sempre esteve do meu lado, mesmo quando você queria ficar dormindo na sua casinha quietinho. foi quando te perdi, que vi a falta que você me faz.

xuxu ♥

lembrar

lembro-me quando você era apenas mais uma pessoa que passava pela minha frente e eu poderia apenas vê-lo que não ligaria. lembro-me quando troquei duas frases com você e pensei que pararia por isso mesmo. lembro-me quando te encontrei no orkut e por curiosidade te adicionei, não esperando mais que isso. lembro-me quando pediu meu msn e eu lhe passei pensando em ter um novo amigo. lembro-me quando pedi seu celular e ficava te mandando mensagens apenas para lembrar que eu existia. lembro-me quando viajou e eu fiquei com saudade, mas que quando me mandou uma mensagem falando que estava lembrando de mim me fez quase cair da cama. lembro-me que comecei a esperar suas mensagens todas as noites. lembro-me o quanto esperei o primeiro dia de aula para falar com você depois de ter passado um mês conversando pelo msn. lembro-me do nosso primeiro olá, você um pouco bêbado e eu com frio na barriga vendo sua amiga vir falar comigo. lembro-me que me mandou mensagem dizendo que nunca mais iria querer falar com você depois do dia que eu te conheci e você mal sabia que eu não via a hora de te ver de novo. lembro-me que guardava lugar pra você todos os dias na escola pra você ficar perto de mim. lembro-me que o que esperávamos que fosse um conto de fadas realmente o foi, tendo até mesmo as brigas e pessoas invadindo o que era nosso. lembro-me quando disse que nunca mais queria falar, olhar menos ainda ficar perto de mim. e lembro o quanto isso doeu em mim. lembro-me que não aguentei e fui atrás de você de volta. lembro-me das promessas que foram quebradas após dois meses e que quem não queria te ver mais era eu. lembro-me que mesmo não querendo te ver, te procurei novamente. e lembro-me que tive que te bloquear para nunca mais me lembrar da sua existência. a minha mente ficava me lembrando que eu tinha que te esquecer. e eu tentei. lembro-me que tentei de todas as formas esquecer da sua existência. lembro-me de ter apagado suas mensagens e suas fotos. e quando o lembrar pareceu ser esquecido, ele voltou com frequência. lembro-me de ter lembrado de você e ter tentado mudar de pensamento, parecendo ser impossível. parecia até mesmo que eu queria me lembrar. e acho que eu queria mesmo, pois tudo que me lembrava você me trazia um bem-estar momentâneo mesmo que depois eu ficasse sofrendo. lembro-me de querer te irritar, mas que essa irritação mudou de forma, querendo que você voltasse para mim. lembro-me que voltei para você e que quando menos esperei, te perdi de novo. e minha mente não quis lembrar de esquecer, pelo contrário, ela quis lembrar que a minha vida era você. lembro-me de te chamar para saber de sua confusão, e lembro-me que foi essa confusão que me fez te ter de volta. lembro-me ter prometido não me entregar ou demonstrar algo, mas agora parece algo impossível. a cada dia que passa a vontade de te ter por perto, e te querer para sempre é inevitável. eu sei que é você que eu quero não só lembrar, mas que quero passar o resto da minha vida ao lado.

vinícius. ♥

i'm sorry

preferi não acreditar que seria como todas as outras e que realmente ia ser pra sempre. me enganei. me encontro no mesmo lugar e sem você para contar sobre meu dia e rir de coisas que pareciam não ser nada demais para os outros, mas que para nós tinha um valor enorme. as conversas que costumavam fluir, hoje já não fluem mais. e as risadas se perdem no meio do vazio que se encontra ao ver a sua tela aberta. e as palavras e promessas que me fazia, parecem ter perdido o sentido em meio das palavras que hoje encontro em suas cartas. não lhe culpo pela distância, na verdade, a culpa não foi sua. e é por isso que não lhe cobro de ter me abandonado. talvez tenha sido eu, ou talvez não tenha sido. não acredito que tenha sido eu realmente, afinal, se tivesse sido, talvez não sentiria a falta que hoje sinto de você. então, posso culpar o tempo, já que todas as pessoas costumam culpá-lo quando vão embora. as pessoas, as coisas, tudo, muda com o tempo. e talvez nossa amizade tenha ido junto com esse tão chamado tempo. e ele realmente pode ter levado tudo, inclusive você, mas, ainda assim, há uma coisa que ele jamais vai levar. o amor que eu tenho pela sua amizade e por você existir.

neghapi, é pra você.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

foi você

foi você quem apareceu de repente e devagar. foi você quem foi conquistando os lugares que passava. foi você quem tirou os sorrisos mais verdadeiros de mim. foi você quem me disse as coisas mais lindas e eu muitas vezes preferi fingi não acreditar, mesmo sabendo que por dentro eu sabia que eu estava acreditando. foi você quem me fez chorar quando brigávamos por coisas infantis e quando sentia saudade. foi você quem me fazia olhar com desejo de querer que estivesse comigo pra sempre. foi você quem me levou a loucura quando achei que não podia ficar. foi você que me fez acreditar que a felicidade existia. foi você quem me fez começar a dar valor nas coisas simples, e eu sei que foi sem querer e sem você ao menos perceber. foi você quem me fazia sentir como se o tempo parasse ao ver você chegar e ficar chocada de pensar como é que é possível dizer que nada é perfeito, sendo que eu enxerguei a perfeição em você. foi você quem me fez crescer e ao mesmo tempo foi você quem me fez sentir aquela criança inocente que acredita em conto de fadas. foi você quem me ensinou como é amar. e foi por você mesmo quem permiti deixar o amor entrar. e eu já não tenho dúvidas que foi você quem roubou meu coração e que mesmo sem querer, eu sei que foi você quem eu escolhi para ser o homem da minha vida. foi você e sempre vai ser você.

terça-feira, 20 de abril de 2010

pensamentos

e cá estou outra noite deitada na escuridão em meio a lençóis, mas o vazio que se encontra ao meu lado não nega que você não está comigo. e onde é que está se não nos meus pensamentos? e então fico a lembrar das coisas que passamos, dos suspiros e dos beijos trocados e a vontade de te trazer para perto de mim aumenta a cada segundo que passa, e essa é a única forma de eu sentir que você está perto de mim.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

escuridão

e então, estou em um encontro de corpos em meio a um local onde não se enxerga nada com os olhos, mas que com a maguinetude dos corpos faz parecer que o enxergar seja algo inútil. também neste local está uma mistura de sentimentos e de desejos que parecem se perder em meio desta escuridão em que nos encontramos. e a sua pele encontra a minha como se aquele momento fosse eterno e na verdade é, em meus pensamentos será eterno. os lençóis estão bagunçados e o tempo por mais que voe parece estar no mesmo lugar ao sentir seu lábio tocando o meu. e fico a pensar, porque é que a minha respiração acelera e meu coração pulsa rapidamente ao te sentir perto de mim e o porque de você e eu virarmos um ao sentir meu corpo encontrar o seu fazendo com que tudo fique claro mesmo no escuro. o fato de você existir, faz com que lágrimas virem sorrisos, que abraços virem momentos inesquecíveis, que dias escuros, tornem-se claros. você faz eu descobrir o amor, fazendo com que ele não seja apenas mais algo escrito no dicionário com significados que não conseguem ser demonstrado em meio de palavras. você é o resultado daquilo que eu chamo de amor.

o que passou... ficou.


nunca fui a que mais esteve presente nos momentos. já deixei de lado para conhecer pessoas novas, e as vezes me entregava ao que era novo e não digo que esquecia, mas deixava um pouco de lado o que eu considerava mais antigo e que realmente era importante pra minha vida. não me arrependo de perder madrugadas conversando, nem de dar rolês tranquilos pela cidade inteira e saber que no final íamos parar sempre no velho e bom carrinho de lanche perto da praça para ficar comendo algum lanche, provavelmente um que tinha bacon e ficar jogando mais ainda conversa fora. o engraçado é que nunca considerei nossas conversas como coisas para serem jogadas fora. tínhamos mundo diferentes, sonhos diferentes, gostos diferentes. alguns batiam, mas a maioria era tão extravagante que ficávamos vislumbrados de um ouvir o outro. e as promessas de que seria pra sempre? as vezes chego a conclusão de que foram esquecidas e que palavras realmente são só palavras. mas, não é possível, não é? depois de tantos anos, não seria possível ser só palavras. e aí vem o outro lado da história. aquele que o pra sempre não foi só promessas, ele só modificou a forma como imaginava. quando dizíamos pra sempre, dizíamos na intenção de sempre nos vermos e continuarmos com nossos risos, choros, abraços, compreensões de sempre. mas o pra sempre de agora, é o da memória. aquele que quando você se sente só, você sabe que na verdade tiveram realmente pessoas com que você PRA SEMPRE podia contar, e que mesmo que estiverem ocupadas demais pra escutar seus problemas, ainda sim você se lembra de conversas anteriores e consegue imaginar o que é que iriam te falar. não só lembro das palavras, mas das reações que tinham quando eu fazia uma cagada, ou então acertava no pulo ao tomar a decisão. vocês, que eu realmente nomeei serem meus amigos, não sumiram do meu pensamento e tornaram-se apenas colegas. pelo contrário, vocês são meus melhores amigos, e mesmo longe, continuo pensar em vocês da mesma forma, e o meu amor continua sendo da mesma forma. nós não somos mais apenas amigos, somos irmãos... e que o tempo sabe que o que foi verdadeiro, sempre vai ficar.

quarteto: marlon, bruna, murillo.