terça-feira, 27 de abril de 2010

pai

sempre tão calado e também sempre brincalhão, mesmo com todos os problemas que nos cercavam. você sente ciúme e não fala, você está feliz e não fala, quando está triste, para variar, não fala... mas eu sei que está, só pela forma de me tratar. as vezes fica no seu canto, as vezes gosta de vir me assustar... você não pede carinho, mas eu sei que você quer um pouco do que eu posso dar. você não pede para eu sorrir, mas sabe que tem que vir me animar quando eu não consigo colocar um sorriso no rosto. e quando estou adoecida, você corre tentar me salvar... salvar, você já me salvou e mesmo que eu não me lembre, eu sei que você me salvou, porque me contaram. quando cai na piscina e não sabia nadar, foi você quem pulou me salvar. você não demonstra, mas eu sei que sente. e acho que eu não demonstro também, mas eu espero que você saiba que eu sinto.

e você não sabe, mas eu te considero meu herói. aquele herói que é só meu, e que ninguém nunca no mundo vai ter um igual. eu te amo muito, pai.

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