terça-feira, 27 de abril de 2010

mãe

você me carregava quando eu não sabia andar e você cuidava de mim, como se eu fosse quebrar. você me viu dando os primeiros passos e também me viu falando a primeira palavra. você me levou na escolinha quando eu era apenas uma pequena e também foi você quem me socorria quando eu tinha caído e estava a chorar. foi você quem me ensinou o que era certo e errado e quando eu errava você estava lá não para me dar umas palmadas, mas para me ver crescer. você costumava estar em casa ao acordar. e costumava estar em casa ao chegar da escola. você me fazia leite quando sentia fome e quando eu tinha que ir dormir. você me xingava todas as vezes que eu estrapolava limites, mas mesmo assim minutos depois voltava a falar comigo como se nada tivesse acontecido. você me dava carinho quando eu descobria a falsidade nas pessoas, e de você, nunca senti dessa falsidade. você me dava chances de seguir meus caminhos mesmo quando não queria, pois sabia que no final, eu ia ver que estava errada e que ia voltar para trás. você fez tantos sacrifícios e tantas coisas para meu bem, e as vezes não reconheci. você fez de tudo para me ver feliz e eu as vezes esqueci.

porém, eu nunca esqueci que te fiz chorar. e nunca percebia que eu estava a te magoar. eu cresci, e quando cresci aprendi não só o que você tinha a me mostrar, mas o que o mundo tinha a me dar. e muitas vezes trouxe coisas do mundo que eu deveria ter deixado passar. te decepcionei, te magoei, te coloquei lá embaixo. te vi cair em meus braços a se lamentar... e tudo que fiz, foi te machucar. [...]

[...] você é tão forte que as vezes esqueço que é apenas humana. você é tão forte que tenho orgulho de tê-la por perto. você é tão forte que eu não acho que vou te perder nunca e que vou te tê-la sempre por perto. você é tão forte, mas tão forte, que se sacrifica todos os dias só para alimentar a casa. você é única.

você é forte, você é única... é maravilhosa. você é a minha deusa, você é você. e eu te amo, para todo sempre.

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