
nunca fui a que mais esteve presente nos momentos. já deixei de lado para conhecer pessoas novas, e as vezes me entregava ao que era novo e não digo que esquecia, mas deixava um pouco de lado o que eu considerava mais antigo e que realmente era importante pra minha vida. não me arrependo de perder madrugadas conversando, nem de dar rolês tranquilos pela cidade inteira e saber que no final íamos parar sempre no velho e bom carrinho de lanche perto da praça para ficar comendo algum lanche, provavelmente um que tinha bacon e ficar jogando mais ainda conversa fora. o engraçado é que nunca considerei nossas conversas como coisas para serem jogadas fora. tínhamos mundo diferentes, sonhos diferentes, gostos diferentes. alguns batiam, mas a maioria era tão extravagante que ficávamos vislumbrados de um ouvir o outro. e as promessas de que seria pra sempre? as vezes chego a conclusão de que foram esquecidas e que palavras realmente são só palavras. mas, não é possível, não é? depois de tantos anos, não seria possível ser só palavras. e aí vem o outro lado da história. aquele que o pra sempre não foi só promessas, ele só modificou a forma como imaginava. quando dizíamos pra sempre, dizíamos na intenção de sempre nos vermos e continuarmos com nossos risos, choros, abraços, compreensões de sempre. mas o pra sempre de agora, é o da memória. aquele que quando você se sente só, você sabe que na verdade tiveram realmente pessoas com que você PRA SEMPRE podia contar, e que mesmo que estiverem ocupadas demais pra escutar seus problemas, ainda sim você se lembra de conversas anteriores e consegue imaginar o que é que iriam te falar. não só lembro das palavras, mas das reações que tinham quando eu fazia uma cagada, ou então acertava no pulo ao tomar a decisão. vocês, que eu realmente nomeei serem meus amigos, não sumiram do meu pensamento e tornaram-se apenas colegas. pelo contrário, vocês são meus melhores amigos, e mesmo longe, continuo pensar em vocês da mesma forma, e o meu amor continua sendo da mesma forma. nós não somos mais apenas amigos, somos irmãos... e que o tempo sabe que o que foi verdadeiro, sempre vai ficar.
quarteto: marlon, bruna, murillo.

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