sexta-feira, 30 de abril de 2010

mágoa

mágoa: nome feminino, 1. efeito de magoar; nódoa ou marca produzida por contusão ; 2. tristeza; desgosto; amargura ; 3. dor de alma ; ( Do lat. macùla-, <<>>)

um dia li e não dei importância ao significado, eu não está esperando o que estava por vir. [...]

fico a tentar explicar porque é que um nome tão cheio de significados parece um completo nada, quando comparado com o sentimento que ele causa. nós nunca o vemos, nunca podemos dizer para ir longe de nós, nem podemos dizer que é ridículo pensar que ele vai passar por perto de nós. mas ele vem, ele aparece de repente quando não esperamos que ele esteja por perto, quando nem passou pela nossa cabeça que ele poderia aparecer por perto. e você pode não ver, mas o sente. e sabe que é o tal sentimento que acabou de estar com você. esperei nunca mais sentir o tal sentimento. preferi acreditar que estava imune em mim, e decidi nunca mais deixar alguém entrar para acabar com isso. preferi ser fria, preferi nunca mais ter de me relacionar tão profundamente com alguém. eu caí tantas vezes, eu não queria nunca mais cair. e de repente, quando menos esperei, você apareceu e então, foi conquistando o seu lugar perto de mim. eu percebia que estava fazendo de tudo para estar por perto, e eu, estava tentando evitar ao máximo. então um dia, você me desmoronou. eu havia prometido que nunca mais falaria algo, mesmo que sentisse e então você disse aquelas palavras que hoje mais parecem bom dia, porém, eu sabia que era verdadeiro, pois você sempre foi tão verdadeira. 'eu te amo' e para completar, um abraço. me segurei mesmo tendo certeza do que eu sentia, então pela primeira vez, disse o mesmo, parecendo que as palavras reproduzidas pela minha boca estavam sentindo um grande alívio em estarem saindo de mim.
uma conquista, você conseguiu minha confiança e eu acreditei que tinha dado ela a pessoa certa. porém quero ser breve. mais uma vez no final de tudo, eu caí.

[...] hoje leio o significado e entendo a importância dele. porém, preferia nunca ter lido, muito menos sentido.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

aprendi a amar

janeiro

num verão de mil novecentos e noventa e um, quando o sol acabara de surgir em meio ao céu azul sem uma nuvem para estragar aquele momento, estava parada em um banco perto de um parque. haviam crianças brincando, casais apaixonados demonstrando todo o amor que um poderia dar ao outro. eu observava tudo em minha volta, inclusive observei uma garota com uma linda blusa e por cima, um belo colete da época. tão meiga e dócil, pensei. seu jeito era tão encantador que não pude deixar de notá-la a tarde toda. estava quase no horário do pôr-do-sol quando olhei para o relógio. o tempo parecera ter passado tão rápido enquanto a observava.
seus olhos reluziam ao lado daquele imenso lago que compunha o parque. cheguei mais perto, pois era o local perfeito para se ver o pôr-do-sol, foi quando você me disse o primeiro olá. não pude deixar de notar aquela maravilhosa covinha que carregava em seu rosto porcelana, e muito menos pude deixar de perceber que eu estava extremamente encantada, não só por sua beleza, como também pela forma como você me mostrava ser. quando me dei conta, já tinha pego seu telefone e afins e começamos a nos encontrar. tinha acabado um namoro e dizia o quanto estava triste, e eu estava ao seu lado para te reconfortar. não percebi o quanto me fazia mal ter de ouvir você dizendo que ainda estava apaixonada pelo seu ex-namorado e o quanto queria ele de volta. e os meses passaram [...]

julho

[...] - oh, eu te amo.
- o meu corpo encontra o teu, e eu prometo nunca te deixar.
um suspiro e nada mais. o silêncio predominava naquele quarto escuro que nos encontrávamos, até não aguentar mais e perguntar:
- você também me ama?
- ainda tem dúvidas?
- as vezes acho que é passageiro.
- já fazem dois meses, não acha que não seja amor não é? pare de bobagens.
- você não me disse que ama.
- você sabe o que eu sinto.

eu sabia. ou pensava que sabia, porém, você nunca me dizia. ainda assim, acreditava que existia amor em você. [...]

setembro


[...] primavera, e eu estou aqui no banco em que te vi pela primeira vez e me apaixonei, reconstruindo os pedaços que você deixou do meu coração jogados naquele quarto em que costumávamos nos amar, quero dizer, que eu costumava amar. não consigo acreditar, que você fez isso comigo. eu não consigo acreditar que fez eu enganar que existia amor em você.

julho, dias depois da noite em que nos amamos

[...] - preciso falar com você
- o quê? já está pensando em vir morar comigo? falou com seus pais que está apaixonada por mim? eles aceitaram a nossa decisão?
- eu vou embora.
- embora? como assim? seu lugar é ao meu lado.
- meu lugar é ao lado de henrique.
- henrique? seu ex-namorado?
- sim, eu o amo.
- você disse que me amava. [...]

setembro, continuando a lembrar no parque

[...] nunca pude deixar de lembrar, as palavras mais cruéis que ouvi vindo de uma pessoa tão meiga e dócil como você. nunca esqueci da última frase, a última que me disse antes de ir embora:

- você sim disse que me amava, eu apenas disse que você sabia o que eu sentia. não posso fazer nada, se acreditou que o que eu sentia era amor.

verão

estou aqui sentada no mesmo lugar, pensando em você. você não voltou ao lugar que eu costumava dizer ser nosso. você não voltou dizer que me amava. acredito eu, que esteja com henrique, vivendo sua vida, talvez com filhos, ou não. acredito que esteja dizendo 'eu te amo'... meus olhos se enchem de lágrimas, e eu já não consigo mais pensar em nada, só em você e no que você disse. não acredito que ele te ame, mas ele te faz feliz e isso me conforta. porém, eu continuo a te esperar, eu sei que vai perceber que está a me amar, e preferiu não acreditar. eu vou continuar a te esperar, eu não desisti de lutar. eu sei, você vai me amar.

proposital ou não, venha buscar

foi como eu imaginava. você apareceu de repente, trouxe em minha vida os melhores e mais verdadeiros sorrisos. trouxe algo que outras pessoas nunca conseguiram trazer, algo tão único quanto você. e você também se foi de repente como aquela brisa que tocou o meu rosto, passando tão rapidamente, impossível de poder sentir para sempre, porém tão diferente que foi impossível esquecer que tinha passado por mim. você não deixou nada seu comigo, pelo contrário levou tudo o que era seu e também o que era meu. levou meu sorriso, meu coração e todo o amor que eu sinto por você. porém você esqueceu o mais precioso de todos, as lembranças de tudo que passamos juntas. e fico a imaginar se não foi propositalmente que esqueceu para me fazer lembrar. se foi proposital, quero que venha buscar, pois não aguento mais passar o dia vivendo de lembranças de coisas que não vão voltar.




para sempre, nunca mais

[...] entrei na sala. nunca havia visto você daquele jeito. estava com uma aparência horrível, e o cheiro de um cigarro inacabado e um copo de bebida em mãos... era a única coisa que conseguia enxergar. também vi cacos de pratos que você havia jogado, provavelmente na noite anterior após uma discussão no telefone. fiquei um instante a olhar tudo aquilo que rondava em minha volta. encontrei um papel e uma caneta jogada em meio de todas aquelas coisas quebradas e escrevi, "me desculpe, quero você de volta, para sempre". [...]

[...]
- alô?
- por onde é que você andava?
- acabei de chegar do trabalho.
- a essa hora? já são quase uma da manhã.
- a conferência demorou mais do que o previsto, por isso...
- não diga mais nada, estou cansado dessa história, você andou saindo com outro.
- outro? da onde é que ti...
- SIM! VOCÊ ESTÁ BRINCANDO COMIGO!
- pare de gritar comigo, eu acabei de chegar do meu trabalho. você está chapado.
- CHAPADO? você está ficando louca de tentar me sacanear, você me paga.

[...] e você continuava com aquela idéia de traição. já faziam dois meses que eu aguentava aquela história de atender o telefone e todas as vezes ouvir gritos e palavrões. você já havia perdido o controle do que estava fazendo, você estava acreditando em suas próprias ilusões. e eu já não sabia o que fazer para acreditar que tudo que andava pensando era uma mentira. lembrava de todas as coisas que passamos, os sorrisos, as noites perdidas contando estrelas naquele parque perto de seu apartamento, até mesmo de quando brigávamos por coisas infantis mas que segundos depois seu abraço valia mais do que qualquer tontisse que tínhamos falado. lembrava de como te conheci... estava no shopping aquele dia provavelmente dando uma volta, como eu, e trocamos olhares. tudo começou assim, lindo. e hoje eu não sabia distinguir se era horrível ou mais que horrível. depois dessa nossa última briga, decidi nunca mais procurá-lo, eu realmente estava cansada e acabei indo dormir.

oito horas da manhã

estou em pé, pronta para sair ao trabalho, mas mudei de rumo. antes de ir ao trabalho, continuar minhas atividades normalmente, me lembrei da noite anterior, ela não saia da minha cabeça. foi quando decidi parar naquele prédio perto ao parque. subi as escadas e por incrível que pareça, sua porta estava aberta.
[...] entrei na sala. nunca havia visto você daquele jeito. estava com uma aparência horrível, e o cheiro de um cigarro inacabado e um copo de bebida em mãos... era a única coisa que conseguia enxergar. também vi cacos de pratos que você havia jogado, provavelmente na noite anterior após uma discussão no telefone. fiquei um instante a olhar tudo aquilo que rondava em minha volta. encontrei um papel e uma caneta jogada em meio de todas aquelas coisas quebradas, mas, antes de escrever dei mais uma olhada no local novamente. não acreditei no que estava vendo, uma lingerie de outra mulher. escrevi, "me desculpe, mas suas ilusões são por culpa daquilo que você mesmo criou em sua vida. acreditou que eu estava te traindo por me trair, eu não te quero de volta para sempre, nunca mais."

acredite na sua ilusão, pois ela me trará de volta a você.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

tudo

sempre esperei por alguém que fosse diferente dos outros, que me mostrasse algo que eu achasse completamente novo e que me faria querer por perto pelo resto da minha vida. procurei por todos os cantos, inclusive caí todas as vezes. procurava por algo que me tirasse o sono, mas que ao mesmo tempo me desse a tranquilidade de saber que estava perto de mim, mesmo longe. também procurava por algo que me fizesse rir e que por mais que houvesse dias em que o sorriso viesse a calhar, ainda assim acharia forças para continuar. eu queria algo que fosse perfeito, mesmo sabendo que a perfeição não existia... eu preferia acreditar que existia sim. e foi por procurar essa perfeição que caí mais ainda. muitas vezes sorria, mas muito mais vezes eu caía. e eu já estava me cansando de procurar. cada coisa nova que eu procurava, eu achava algo igual, ou então, algo que complementasse a minha queda. foi então que apareceu. poderia não ser o mais forte, o mais lindo, o mais legal que alguma menina esperava, mas você era tudo pra mim. [...]

TUDO

[...] antes de conhecê-lo eu não sabia bem como explicar essa palavra, eu sempre esperei coisas lindas, coisas perfeitas. nunca esperei uma queda, pois de todas as quedas eu preferi desistir. mas com você foi diferente. você me faz rir, morrer de rir, extravasar de rir. você me abraça e me fazia sentir como se fosse a coisa mais especial do mundo, mesmo sabendo que existiam outras que poderiam ser mais. você me beija e eu sinto como se eu fosse única. você me faz chorar... e é aí que o 'tudo' entra. você realmente sempre foi tudo pra mim, e sem ao menos eu notar. por mais que fosse me machucar, eu ainda assim consigo criar forças para continuar. eu nunca desisti de você, nunca. diferente dos outros, você é único. você é o que eu chamo de tudo, pois as coisas podem mudar, o tempo passar, os meses mostrar, mas por você, eu faço de tudo para continuar.

terça-feira, 27 de abril de 2010

com ou sem você

eu imaginei que nunca teria que me desfazer das suas coisas. imaginei que lembraria de tudo que passamos com aquele sorriso no rosto e que jamais teria que chorar. e se chorasse, que fosse de alegria por te ter por perto. hoje não quero me lembrar das coisas que passamos, não quero lembrar a forma que nos conhecemos e não quero lembrar de quantas vezes acreditei que seria diferente. eu não quero lembrar que estou com saudade. me encontro parada em frente ao computador, vendo fotos... aquelas fotos que eu considerava motivo de alegria e que realmente me faziam rir ao lembrar. hoje elas fazem encher os olhos de lágrimas e que meu peito parece receber pontadas afiadas ao sentir a falta que você me faz.

quando eu estava com você, as coisas pareciam bem. eu tinha para quem contar sobre meu dia, eu tinha alguém para contar sobre o dia que estava tendo. eu e você nos aguentávamos quando estávamos tristes e nos aguentávamos mais ainda quando estávamos alopradas. não gostava de dividir sentimentos ruins e dizia que estava tudo bem, mesmo quando eu sabia que não estava. e eu, costumava não contar também, mas você sabia que eu precisava de socorro e sabia como me fazer falar o que eu estava sentindo. você me fazia rir, e nunca me fazia chorar. você era o que eu sempre quis ter na minha vida. você tinha se tornado uma das coisas mais preciosas da minha vida, uma irmãzinha mais nova que eu jamais deixaria alguém machucar. e hoje, vejo que essa preciosidade ainda existe, porém tão distante que eu não quero lembrar.


[...]eu não quero lembrar que eu estou tendo que aprender a viver
sem você.

pai

sempre tão calado e também sempre brincalhão, mesmo com todos os problemas que nos cercavam. você sente ciúme e não fala, você está feliz e não fala, quando está triste, para variar, não fala... mas eu sei que está, só pela forma de me tratar. as vezes fica no seu canto, as vezes gosta de vir me assustar... você não pede carinho, mas eu sei que você quer um pouco do que eu posso dar. você não pede para eu sorrir, mas sabe que tem que vir me animar quando eu não consigo colocar um sorriso no rosto. e quando estou adoecida, você corre tentar me salvar... salvar, você já me salvou e mesmo que eu não me lembre, eu sei que você me salvou, porque me contaram. quando cai na piscina e não sabia nadar, foi você quem pulou me salvar. você não demonstra, mas eu sei que sente. e acho que eu não demonstro também, mas eu espero que você saiba que eu sinto.

e você não sabe, mas eu te considero meu herói. aquele herói que é só meu, e que ninguém nunca no mundo vai ter um igual. eu te amo muito, pai.

mãe

você me carregava quando eu não sabia andar e você cuidava de mim, como se eu fosse quebrar. você me viu dando os primeiros passos e também me viu falando a primeira palavra. você me levou na escolinha quando eu era apenas uma pequena e também foi você quem me socorria quando eu tinha caído e estava a chorar. foi você quem me ensinou o que era certo e errado e quando eu errava você estava lá não para me dar umas palmadas, mas para me ver crescer. você costumava estar em casa ao acordar. e costumava estar em casa ao chegar da escola. você me fazia leite quando sentia fome e quando eu tinha que ir dormir. você me xingava todas as vezes que eu estrapolava limites, mas mesmo assim minutos depois voltava a falar comigo como se nada tivesse acontecido. você me dava carinho quando eu descobria a falsidade nas pessoas, e de você, nunca senti dessa falsidade. você me dava chances de seguir meus caminhos mesmo quando não queria, pois sabia que no final, eu ia ver que estava errada e que ia voltar para trás. você fez tantos sacrifícios e tantas coisas para meu bem, e as vezes não reconheci. você fez de tudo para me ver feliz e eu as vezes esqueci.

porém, eu nunca esqueci que te fiz chorar. e nunca percebia que eu estava a te magoar. eu cresci, e quando cresci aprendi não só o que você tinha a me mostrar, mas o que o mundo tinha a me dar. e muitas vezes trouxe coisas do mundo que eu deveria ter deixado passar. te decepcionei, te magoei, te coloquei lá embaixo. te vi cair em meus braços a se lamentar... e tudo que fiz, foi te machucar. [...]

[...] você é tão forte que as vezes esqueço que é apenas humana. você é tão forte que tenho orgulho de tê-la por perto. você é tão forte que eu não acho que vou te perder nunca e que vou te tê-la sempre por perto. você é tão forte, mas tão forte, que se sacrifica todos os dias só para alimentar a casa. você é única.

você é forte, você é única... é maravilhosa. você é a minha deusa, você é você. e eu te amo, para todo sempre.

vírgula

na minha vida, era apenas eu e você. não haviam preocupações a não ser as mesmas de sempre, como notas de provas e a correria de passar de ano. ríamos das coisas mais banais e as brigas já não existiam mais. deixamos de lado todas as coisas e estávamos bem dessa forma. um sorriso, um abraço, um beijo. um encontro de corpos em meio a luz do quarto que estava acesa. não era necessário estar com ela apagada, pois o magnetismo era maior do que qualquer coisa que estivesse por fora que tentasse atrapalhar. [...]

desespero.

[...] onde é que está o sorriso que estava em seu rosto e as piadas que costumava me contar quando não tinha mais nada para falar? você está sem fala. aconteceu algo? pois é, agora quem está sem fala sou eu. a preocupação não é minha, não é sua. agora ela é nossa. e não há nada para se fazer a não ser esperar... esperar para que não tenha uma vírgula fora do lugar.

engraçadas

engraçado foi eu não querer estudar naquele lugar e mesmo assim, foi o local onde eu fui estudar. engraçado foi entrar em uma sala estranha, com pessoas estranhas e realmente parecer que ninguém se importava de você estar lá. engraçado foi quando eu passava meus intervalos sozinha perambulando pelo local indo a biblioteca, ou comendo alguma coisa e voltando para a sala ficando em silêncio. engraçado é que eu nunca tinha vivido isso, até então, mas que em partes eu achava que estava gostando. engraçado foi quando me enfiei em uma rodinha onde estavam vocês duas e o andré. engraçado que foi por perguntar sobre um alargador que tudo começou. engraçado que eu encontrei assunto naquela hora, porque eu não tinha o que falar, mas eu queria falar com vocês. engraçado que começamos a sentar no fundo e trocar bilhetinhos. não eram bilhetinhos contando sobre nossas vidas, eram apenas bilhetinhos sobre o que tinha para fazer no final de semana. engraçado foi que as conversas que considerava normais, começaram a ser dividas em segredos... e eu não estava percebendo. engraçado foi quando percebi que eu não estava mais sendo só uma estranha naquela sala que não tinha amigos. engraçado foi quando percebi que meus intervalos ficaram cheios de vida quando vocês apareceram. engraçado foi quando eu vi que ir na biblioteca com vocês era melhor do que ir sozinha. engraçado foi quando eu percebi que comer acompanhada de vocês era melhor do que simplesmente ir, comprar, comer e voltar para a sala. engraçado foi quando percebi que eu estava gostando daquele lugar não mais pelo lugar, mas por vocês estarem nele e mais engraçado ainda, é que eu não gosto desse lugar quando vocês duas não estão por perto. engraçado é que vocês duas fazem minhas noites serem engraçadas. e engraçado que eu não quero ficar sem vocês porque vocês sim, são engraçadas... são engraçadas e fazem minha vida ter graça.

bruna e amanda ♥

segunda-feira, 26 de abril de 2010

o primeiro bichinho

quando eu estava feliz, você estava lá para ficar comigo comemorando. e quando estava triste, era para você quem eu ia derramar minhas lágrimas e contar o que estava acontecendo. você não falava, mas me escutava... ou não. e eu ficava aliviada por você estar comigo. eu gostava de você, mesmo as vezes tendo deixado você de lado para aproveitar o meu dia e mesmo quando eu olhava para sua gaiola e achava um absurdo ter que limpar sempre. 'isso é tempo perdido', eu pensava, mas hoje vejo que não era nada demais. um dia, você fez cocôzinho na minha mão, mas eu não tinha nojo de você. pra falar a verdade, eu achava engraçadinho o seu jeito. te soltava em cima da minha cama para brincar enquanto eu fazia lição, e te fazia ficar fazendo exercícios no meu braço enquanto eu falava. você foi o primeiro e não há nada no mundo que tire esse lugar de você. quando comecei a te deixar de lado, para brincar, estudar, e fazer minhas coisas, você adoeceu e mesmo assim, eu não cuidei de você todos os dias. na verdade, sempre foi meu pai que cuidou de você depois de um tempo... e eu não percebi que você estava indo embora. foi quando minha prima foi brincar com você e me disse que você estava quietinho e dormindo, que eu me levantei e fui ver que você já não estava mais aqui. e eu não estive do seu lado para passar os últimos momentos da sua vidinha aqui e você sempre esteve do meu lado, mesmo quando você queria ficar dormindo na sua casinha quietinho. foi quando te perdi, que vi a falta que você me faz.

xuxu ♥

lembrar

lembro-me quando você era apenas mais uma pessoa que passava pela minha frente e eu poderia apenas vê-lo que não ligaria. lembro-me quando troquei duas frases com você e pensei que pararia por isso mesmo. lembro-me quando te encontrei no orkut e por curiosidade te adicionei, não esperando mais que isso. lembro-me quando pediu meu msn e eu lhe passei pensando em ter um novo amigo. lembro-me quando pedi seu celular e ficava te mandando mensagens apenas para lembrar que eu existia. lembro-me quando viajou e eu fiquei com saudade, mas que quando me mandou uma mensagem falando que estava lembrando de mim me fez quase cair da cama. lembro-me que comecei a esperar suas mensagens todas as noites. lembro-me o quanto esperei o primeiro dia de aula para falar com você depois de ter passado um mês conversando pelo msn. lembro-me do nosso primeiro olá, você um pouco bêbado e eu com frio na barriga vendo sua amiga vir falar comigo. lembro-me que me mandou mensagem dizendo que nunca mais iria querer falar com você depois do dia que eu te conheci e você mal sabia que eu não via a hora de te ver de novo. lembro-me que guardava lugar pra você todos os dias na escola pra você ficar perto de mim. lembro-me que o que esperávamos que fosse um conto de fadas realmente o foi, tendo até mesmo as brigas e pessoas invadindo o que era nosso. lembro-me quando disse que nunca mais queria falar, olhar menos ainda ficar perto de mim. e lembro o quanto isso doeu em mim. lembro-me que não aguentei e fui atrás de você de volta. lembro-me das promessas que foram quebradas após dois meses e que quem não queria te ver mais era eu. lembro-me que mesmo não querendo te ver, te procurei novamente. e lembro-me que tive que te bloquear para nunca mais me lembrar da sua existência. a minha mente ficava me lembrando que eu tinha que te esquecer. e eu tentei. lembro-me que tentei de todas as formas esquecer da sua existência. lembro-me de ter apagado suas mensagens e suas fotos. e quando o lembrar pareceu ser esquecido, ele voltou com frequência. lembro-me de ter lembrado de você e ter tentado mudar de pensamento, parecendo ser impossível. parecia até mesmo que eu queria me lembrar. e acho que eu queria mesmo, pois tudo que me lembrava você me trazia um bem-estar momentâneo mesmo que depois eu ficasse sofrendo. lembro-me de querer te irritar, mas que essa irritação mudou de forma, querendo que você voltasse para mim. lembro-me que voltei para você e que quando menos esperei, te perdi de novo. e minha mente não quis lembrar de esquecer, pelo contrário, ela quis lembrar que a minha vida era você. lembro-me de te chamar para saber de sua confusão, e lembro-me que foi essa confusão que me fez te ter de volta. lembro-me ter prometido não me entregar ou demonstrar algo, mas agora parece algo impossível. a cada dia que passa a vontade de te ter por perto, e te querer para sempre é inevitável. eu sei que é você que eu quero não só lembrar, mas que quero passar o resto da minha vida ao lado.

vinícius. ♥

i'm sorry

preferi não acreditar que seria como todas as outras e que realmente ia ser pra sempre. me enganei. me encontro no mesmo lugar e sem você para contar sobre meu dia e rir de coisas que pareciam não ser nada demais para os outros, mas que para nós tinha um valor enorme. as conversas que costumavam fluir, hoje já não fluem mais. e as risadas se perdem no meio do vazio que se encontra ao ver a sua tela aberta. e as palavras e promessas que me fazia, parecem ter perdido o sentido em meio das palavras que hoje encontro em suas cartas. não lhe culpo pela distância, na verdade, a culpa não foi sua. e é por isso que não lhe cobro de ter me abandonado. talvez tenha sido eu, ou talvez não tenha sido. não acredito que tenha sido eu realmente, afinal, se tivesse sido, talvez não sentiria a falta que hoje sinto de você. então, posso culpar o tempo, já que todas as pessoas costumam culpá-lo quando vão embora. as pessoas, as coisas, tudo, muda com o tempo. e talvez nossa amizade tenha ido junto com esse tão chamado tempo. e ele realmente pode ter levado tudo, inclusive você, mas, ainda assim, há uma coisa que ele jamais vai levar. o amor que eu tenho pela sua amizade e por você existir.

neghapi, é pra você.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

foi você

foi você quem apareceu de repente e devagar. foi você quem foi conquistando os lugares que passava. foi você quem tirou os sorrisos mais verdadeiros de mim. foi você quem me disse as coisas mais lindas e eu muitas vezes preferi fingi não acreditar, mesmo sabendo que por dentro eu sabia que eu estava acreditando. foi você quem me fez chorar quando brigávamos por coisas infantis e quando sentia saudade. foi você quem me fazia olhar com desejo de querer que estivesse comigo pra sempre. foi você quem me levou a loucura quando achei que não podia ficar. foi você que me fez acreditar que a felicidade existia. foi você quem me fez começar a dar valor nas coisas simples, e eu sei que foi sem querer e sem você ao menos perceber. foi você quem me fazia sentir como se o tempo parasse ao ver você chegar e ficar chocada de pensar como é que é possível dizer que nada é perfeito, sendo que eu enxerguei a perfeição em você. foi você quem me fez crescer e ao mesmo tempo foi você quem me fez sentir aquela criança inocente que acredita em conto de fadas. foi você quem me ensinou como é amar. e foi por você mesmo quem permiti deixar o amor entrar. e eu já não tenho dúvidas que foi você quem roubou meu coração e que mesmo sem querer, eu sei que foi você quem eu escolhi para ser o homem da minha vida. foi você e sempre vai ser você.

terça-feira, 20 de abril de 2010

pensamentos

e cá estou outra noite deitada na escuridão em meio a lençóis, mas o vazio que se encontra ao meu lado não nega que você não está comigo. e onde é que está se não nos meus pensamentos? e então fico a lembrar das coisas que passamos, dos suspiros e dos beijos trocados e a vontade de te trazer para perto de mim aumenta a cada segundo que passa, e essa é a única forma de eu sentir que você está perto de mim.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

escuridão

e então, estou em um encontro de corpos em meio a um local onde não se enxerga nada com os olhos, mas que com a maguinetude dos corpos faz parecer que o enxergar seja algo inútil. também neste local está uma mistura de sentimentos e de desejos que parecem se perder em meio desta escuridão em que nos encontramos. e a sua pele encontra a minha como se aquele momento fosse eterno e na verdade é, em meus pensamentos será eterno. os lençóis estão bagunçados e o tempo por mais que voe parece estar no mesmo lugar ao sentir seu lábio tocando o meu. e fico a pensar, porque é que a minha respiração acelera e meu coração pulsa rapidamente ao te sentir perto de mim e o porque de você e eu virarmos um ao sentir meu corpo encontrar o seu fazendo com que tudo fique claro mesmo no escuro. o fato de você existir, faz com que lágrimas virem sorrisos, que abraços virem momentos inesquecíveis, que dias escuros, tornem-se claros. você faz eu descobrir o amor, fazendo com que ele não seja apenas mais algo escrito no dicionário com significados que não conseguem ser demonstrado em meio de palavras. você é o resultado daquilo que eu chamo de amor.

o que passou... ficou.


nunca fui a que mais esteve presente nos momentos. já deixei de lado para conhecer pessoas novas, e as vezes me entregava ao que era novo e não digo que esquecia, mas deixava um pouco de lado o que eu considerava mais antigo e que realmente era importante pra minha vida. não me arrependo de perder madrugadas conversando, nem de dar rolês tranquilos pela cidade inteira e saber que no final íamos parar sempre no velho e bom carrinho de lanche perto da praça para ficar comendo algum lanche, provavelmente um que tinha bacon e ficar jogando mais ainda conversa fora. o engraçado é que nunca considerei nossas conversas como coisas para serem jogadas fora. tínhamos mundo diferentes, sonhos diferentes, gostos diferentes. alguns batiam, mas a maioria era tão extravagante que ficávamos vislumbrados de um ouvir o outro. e as promessas de que seria pra sempre? as vezes chego a conclusão de que foram esquecidas e que palavras realmente são só palavras. mas, não é possível, não é? depois de tantos anos, não seria possível ser só palavras. e aí vem o outro lado da história. aquele que o pra sempre não foi só promessas, ele só modificou a forma como imaginava. quando dizíamos pra sempre, dizíamos na intenção de sempre nos vermos e continuarmos com nossos risos, choros, abraços, compreensões de sempre. mas o pra sempre de agora, é o da memória. aquele que quando você se sente só, você sabe que na verdade tiveram realmente pessoas com que você PRA SEMPRE podia contar, e que mesmo que estiverem ocupadas demais pra escutar seus problemas, ainda sim você se lembra de conversas anteriores e consegue imaginar o que é que iriam te falar. não só lembro das palavras, mas das reações que tinham quando eu fazia uma cagada, ou então acertava no pulo ao tomar a decisão. vocês, que eu realmente nomeei serem meus amigos, não sumiram do meu pensamento e tornaram-se apenas colegas. pelo contrário, vocês são meus melhores amigos, e mesmo longe, continuo pensar em vocês da mesma forma, e o meu amor continua sendo da mesma forma. nós não somos mais apenas amigos, somos irmãos... e que o tempo sabe que o que foi verdadeiro, sempre vai ficar.

quarteto: marlon, bruna, murillo.