terça-feira, 17 de agosto de 2010

escolhi


um dia escolhi te conhecer por você me dizer olá. um dia escolhi conversar com você, porque você me deixou uma fresta para iniciar um bom papo. um dia escolhi gostar de você, porque não tinha outra escolha. eu estava gostando e ponto. um dia escolhi me declarar pra você, por você me mostrar confiança. um dia escolhi sorrir por você ter dito que sentia o mesmo. um dia escolhi deixar você me beijar por achar que poderia existir um sentimento mais forte do que o que eu havia lhe declarado. um dia escolhi deixar você me abraçar por sentir frio e por te querer por perto. um dia escolhi deixar você dar as mãos para mim pois eu não conseguia imaginar minha estrada da vida sem você. um dia escolhi aceitar o seu pedido de namoro por ver que tudo que eu fazia era por você. um dia escolhi ter milhões de aventuras por estar com você. um dia escolhi que pegasse meu coração pra você pois com você tudo estava mais fácil. porém,


um dia escolhi te deixar ir embora, não por escolha, mas por você não querer mais que eu escolhesse estar perto de você.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010


o bom de computador, não é porque conseguimos encontrar tudo o que queremos... não é porque conseguimos descarregar fotos com momentos lindos, não é porque podemos ver vídeos e rir com eles sozinhos, não é porque podemos utilizá-los quando não temos o que fazer, não é porque podemos ouvir músicas...

o bom mesmo do computador, é que quando estamos em frente a ele conversando com uma pessoa, essa pessoa nunca vai saber como realmente sentimos. podemos digitar risadas, mas, podemos estar chorando do outro lado da tela... afinal, ela nunca vai saber.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

não culpe ninguém pelo que você sente. nem a si mesma.

tem dias que estou bem, outros, nem tanto. tem dias que eu estou rindo a todo minuto, outros, posso contar quantas risadas foram soltas durante as vinte e quatro horas rodadas no dia. não digo de sorrisos falsos, digo dos verdadeiros... que não são muitos quando não estou me sentindo segura.

segura? é. mas não no sentido de falta de segurança por tentarem roubar materiais que me pertencem ou dinheiro. segura, no sentido de saber que o que julgo ser mais importante que o ar... é meu.

não, não sou possessiva. talvez... um pouco. eu não sei medir possessividade, na verdade, eu não sei medir nada, nunca fui boa com contas. ou até fui, quando eu decidia prestar atenção em aulas de matemática. mas, creio eu, que possessividade não é medida... ela não é algo que dá para se pegar, somar, subtrair, multiplicar, dividir como números que o professor insistia em colocar na lousa. ela existe, eu sei. mas ela não pertence a mim, nem a matemática... ela pertece a alguém, mas não a esse alguém que sou eu.

porém, volto a lhe dizer sobre minha segurança. por que ela aparece repentinamente e me domina? ela me faz acreditar que é aquilo e pronto. e eu acredito. acredito até demais. porém, logo depois da segurança, vem a insegurança e leva tudo que a sua rival ensinou a mim, e acabo tendo que acreditar que a insegurança está dizendo coisas que eu deva acreditar. e eu acredito. acredito tanto, que quando a segurança decide voltar, ela não consegue ser maior do que a insegurança pode me mostrar quando estava perto, e então... eu falho.

eu sou um pouco estranha mesmo. segura, insegura. porém, não culpo ninguém pelo que sinto. nem a mim mesma.

domingo, 8 de agosto de 2010

as coisas mudam: os motivos de risada, os estilos musicais, o seu próprio estilo. o que era a coisa mais linda, torna-se a mais hilariante. e as músicas que ouvia antigamente idolatrando, já não satisfazem seus ouvidos. internet? um dia era essencial, a sua vida poderia ser vivida apenas em frente a uma tela, mas hoje? acho que hoje já não quero mais nem sentar em frente a tela, por fazer mal.


os sentimentos mudam, os tratos mudam... você muda, constantemente, loucamente. e não percebe. você muda, muda. e quando sua mudança parece ser normal, lá vem ela e muda tudo de novo. você é uma mudança, eu sou uma mudança.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010


você não é linda, você não é legal, você não é interessante, você não é desejada. você é sem graça, sem sal...


... você é você. apenas você.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

estou sentada em frente a alguém que chora comigo:

- você precisa parar de chorar.
- parar de chorar? pare de ser ridícula. como se você pudesse falar algo sobre isso.
- o que quer dizer com isso?
- quero dizer que é pura perda de tempo me falar para parar de chorar, se você é quem mais tem vindo me ver aos prantos.
- eu não pude evitar.
- você preferiu mudar por algo que talvez não seja tão bom assim pra você, não é? afinal, se fosse bom, você não estaria chorando.
- tudo que eu tenho em minha volta me faz bem... o que não faz, eu descarto.
- tem certeza?
- sim.
- então por que chora tanto?
- estou chorando por estar prestes a perder o que eu tenho nomeado ser minha vida.
- você vai morrer? ótimo. podemos avisar para que tragam um caixão.
- não.. eu não vou precisar ser enterrada, não agora.
- então você não vai morrer, pena. já ia falar pra você pegar o telefone e avisar que ia dar as botas.
- eu vou morrer por dentro.
- morrer por dentro? como você é engraçada. nunca pensei que tivesse como.
- eu não quero mais falar desse assunto com você. você não me entende.
- me explique, então. eu posso te ouvir.
- você nunca vai sentir isso que eu estou sentindo.
- por que? toda vez que você chora, eu acabo chorando mesmo.
- você não vai entender.
- mas é claro que eu vou, fale.
- não.
- fale, não me faça pedir de novo.
- ok.
- vai falar?
- sim.

e após aquele sim, levantei e dei de ombros virei as costas... pensei, pensei. então voltei a olhar. esse alguém havia se levantado, junto comigo e me olhava de forma assustada. suspirei junto com ele e contendo as lágrimas que estavam prestes a cair de nossos rostos, disse:

- você é um espelho e meu pensamento. você pode me mostrar com que cara sigo todos os dias. você pode fazer perguntas que eu quero que faça em meu pensamento para entender o que eu tenho sentido, mas não pode me mostrar uma solução para meus problemas e se puder, a solução que dá, é a que eu mesma achei. você pode me mostrar que eu estou bem fisicamente. mas você não pode sentir o que eu sinto. você pode chorar, junto de mim, mas não pode sentir tamanha tristeza que sinto. você pode rir comigo, mas não pode sentir tamanha felicidade que eu posso mostrar. você pode fingir um riso comigo, mas não consegue saber que é apenas fingimento. você só me mostra, o que eu quero mostrar para o mundo, mas não pode mostrar o que eu escondo por baixo disso tudo. é, obrigado. você é um amigo e tanto. obrigado por guardar todos os meus segredos junto a você.

amar : v.t. ter amor, afeição, ternura, dedicação, devoção a; querer bem: amar os pais. / estimar, gostar, apreciar: ama o esporte. / v.i. estar apaixonado: feliz é quem ama.

como se fosse possível essa palavra ser apenas uma palavra não trazendo algo junto dela. essa palavra, amar, não sabe o que pode fazer uma pessoa sentir.